Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) ↓ R$ 68,67 / kg
Soja - Indicador PR ↑ R$ 154,91 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) ↑ R$ 161,56 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 8,50 / kg
Suíno - Estadual SP ↑ R$ 5,78 / kg
Suíno - Estadual MG ↑ R$ 6,14 / kg
Suíno - Estadual PR ↑ R$ 5,37 / kg
Suíno - Estadual SC ↑ R$ 5,25 / kg
Suíno - Estadual RS ↑ R$ 5,27 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 132,51 / cx
Ovo Branco - Regional Branco ↑ R$ 135,34 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 144,73 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↑ R$ 150,55 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) ↑ R$ 124,34 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) ↑ R$ 137,51 / cx
Frango - Indicador SP ↓ R$ 8,30 / kg
Frango - Indicador SP ↑ R$ 8,31 / kg
Trigo Atacado - Regional PR ↑ R$ 1.544,33 / t
Trigo Atacado - Regional RS ↑ R$ 1.450,60 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↑ R$ 154,27 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) ↑ R$ 128,20 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) ↓ R$ 143,70 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) ↓ R$ 157,15 / cx
Destaque Todas Páginas
Cop 30

Brasil leva à COP 30 proposta de paz global por meio de agricultura sustentável

Enviado do agro brasileiro defende que o país use sua força produtiva e ambiental para garantir segurança alimentar e combater

Compartilhar essa notícia
Brasil leva à COP 30 proposta de paz global por meio de agricultura sustentável

O Brasil levará uma mensagem central à Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP30), que ocorre em Belém (PA) de 10 a 21 de novembro: a agricultura tropical sustentável é a solução para quatro dos maiores desafios globais. O porta-voz desta tese será o ex-ministro da Agricultura, Roberto Rodrigues, nomeado um dos enviados especiais do setor para o evento. Ele defenderá o modelo brasileiro como a principal ferramenta para garantir a segurança alimentar, combater as mudanças climáticas, viabilizar a transição energética e reduzir a desigualdade social.

Durante um evento em Santa Catarina, Rodrigues detalhou o contexto de “nova desordem mundial” que torna essa pauta urgente. Segundo ele, o enfraquecimento de instituições multilaterais como a ONU, a FAO e a OMC abriu espaço para o que ele chama de “quatro cavaleiros do apocalipse moderno”: a fome, a crise energética, a desigualdade e as mudanças climáticas. O documento que o Brasil prepara para a COP30 contará a história de sucesso do agro nacional nas últimas cinco décadas, provando que é possível enfrentar esses desafios com tecnologia.

O argumento brasileiro é sustentado por números. Rodrigues cita que o salto produtivo do país, que há 50 anos importava 30% dos alimentos que consumia e hoje exporta para quase 200 países, é resultado direto da ciência aplicada ao campo, liderada por instituições como Embrapa e Epagri. Esse avanço permitiu que as exportações do setor saltassem de US$ 20 bilhões em 2000 para US$ 165 bilhões em 2024. A proposta de Rodrigues é que o Brasil lidere um movimento global, compartilhando sua tecnologia tropical com outras nações da América Latina, África Subsaariana e Ásia.

Questionado sobre a viabilidade dessa transferência de conhecimento, o ex-ministro defende que o Brasil deve oferecê-la “gratuitamente”, mas condiciona o sucesso a duas ações globais: financiamento internacional para que países pobres possam implementar as inovações e a flexibilização das regras de comércio, hoje distorcidas por subsídios de nações ricas. Rodrigues também abordou as críticas ambientais, afirmando que concorrentes internacionais usam crimes isolados, como desmatamento ilegal e garimpo, que são “culpa de criminosos e aventureiros”, não do produtor rural, para manchar a imagem de todo o setor.

Analisando o cenário interno, o enviado especial destacou o desafio da dependência de fertilizantes (85% do consumo é importado), um processo que, segundo ele, levará de 10 a 15 anos para ser reduzido à metade. Em contrapartida, celebrou o avanço do etanol de milho, que considera um “ciclo virtuoso”. O crescimento da produção do biocombustível a partir do grão gera o DDG, um farelo altamente proteico que substitui o milho na ração animal. “O resultado é energia limpa e proteína de alta qualidade, com custo competitivo”, concluiu Rodrigues.

Assuntos Relacionados
boletimAIboletimSIClimameio ambiente
Mais lidas

Relacionados

SI – edição 331
AI – 1345
SI- edição 330
AI – Edição 1344
SI – Edição 329