Descubra como a frente fria derruba temperaturas no Sul, causando geada e dando espaço para o calor retornar rapidamente
Frente fria derruba temperaturas no Sul, provoca geada e dá lugar a nova onda de calor

Após um fim de semana marcado por temperaturas próximas de 40°C, a passagem de uma frente fria na segunda-feira (15) provocou queda acentuada nos termômetros no Sul do Brasil. O avanço do sistema trouxe ventos fortes, temporais e madrugadas geladas, com registros abaixo de 5°C em alguns municípios e ocorrência de geada em áreas de maior altitude.
Em Santa Catarina, o fenômeno foi observado em São Joaquim e regiões vizinhas. As mínimas chegaram a 1,5°C em Urupema, 1,9°C em Painel e 3,6°C em São Joaquim. No Rio Grande do Sul, os menores registros foram de 3,1°C em São José dos Ausentes, 4,6°C em Soledade e 4,8°C em Cambará do Sul, conforme boletim da MetSul.
Apesar da intensidade do resfriamento, a meteorologista Estael Dias explica que o frio será de curta duração. Segundo ela, incursões de ar polar nesta época do ano costumam ter efeito passageiro, com rápida elevação das temperaturas nos dias seguintes.
Leia também no Agrimídia:
- •Consórcio ganha espaço no agronegócio como estratégia de expansão patrimonial e planejamento financeiro
- •Exportações, investimentos e alertas sanitários definem o momento do agronegócio brasileiro
- •CNA debate desafios da implementação da reforma tributária no agro em encontro realizado em Goiás
- •Terça-feira será de chuva forte e risco de temporais em grande parte do Brasil
A previsão indica que o aquecimento começa gradualmente a partir de quinta-feira (18), com o afastamento da massa de ar frio. No oeste e noroeste do Rio Grande do Sul, as máximas podem alcançar 35°C, enquanto Porto Alegre e Região Metropolitana devem registrar entre 31°C e 33°C. Na sexta-feira (19), o calor se intensifica, com grande parte do Estado marcando entre 32°C e 35°C e picos de 36°C a 38°C no oeste. O sábado (20) mantém o padrão de calor intenso, inclusive na Serra e no Litoral, e o domingo segue com máximas elevadas no interior e nos vales.
No Sudeste, o tempo apresenta contrastes. Em São Paulo, as chuvas perdem força, mas ainda persistem no extremo norte e leste do Estado. O mesmo ocorre no Rio de Janeiro, na metade sul e oeste do Espírito Santo e em áreas de Minas Gerais, onde há previsão de precipitações moderadas a fortes e risco de temporais, especialmente no Triângulo Mineiro e no oeste e noroeste mineiro. Em contrapartida, o tempo fica mais firme no interior paulista, no norte do Espírito Santo e no nordeste de Minas, com temperaturas amenas na maior parte da região e calor mais intenso em áreas específicas. Rajadas de vento entre 40 e 50 km/h também são previstas.
No Centro-Oeste, as chuvas se concentram no norte e noroeste de Mato Grosso do Sul, em Goiás e em Mato Grosso. A combinação de umidade elevada e circulação de ventos em altos níveis favorece precipitações moderadas a fortes, com risco de temporais, sobretudo em Goiás e no norte e leste de Mato Grosso. O sul e o leste de Mato Grosso do Sul tendem a ter tempo mais firme, enquanto as temperaturas permanecem elevadas na maior parte da região.
No Nordeste, a atuação de um Vórtice Ciclônico de Altos Níveis (VCAN) intensifica as chuvas no interior. Maranhão, Piauí, sul do Ceará, oeste da Paraíba e áreas do norte e noroeste de Pernambuco devem registrar precipitações moderadas a fortes, com risco de temporais. Em outras áreas, como o norte da Bahia, oeste de Sergipe e Alagoas e partes do Nordeste setentrional, o ar seco predomina, podendo reduzir a umidade relativa abaixo dos 30%. Ventos com rajadas entre 40 e 50 km/h atingem áreas do litoral e do interior nordestino.
Na Região Norte, o tempo segue instável. Amazonas, Pará, Tocantins, Amapá, sul de Roraima e Rondônia continuam sob influência de chuvas moderadas a fortes e possibilidade de temporais. No Acre, as pancadas diminuem, mas ainda ocorrem de forma isolada, mantendo a sensação de abafamento. Rajadas de vento também são esperadas, principalmente em Roraima.



















