Avanço das vendas externas de carnes e ovos, eventos técnicos e superávit comercial reforçam a força do setor, enquanto dificuldades financeiras ainda pressionam parte dos produtores
Exportações aquecidas e custos favoráveis contrastam com aumento das recuperações judiciais no agro

O agronegócio brasileiro apresenta sinais de dinamismo no comércio exterior e nas cadeias produtivas, mas também enfrenta desafios financeiros estruturais. Em 2025, os pedidos de recuperação judicial no setor cresceram 56,4%, atingindo um recorde histórico, refletindo dificuldades relacionadas a endividamento, juros elevados e volatilidade de preços.
Apesar desse cenário, as perspectivas para a suinocultura são consideradas favoráveis. Custos mais baixos de ração aliados aos preços elevados da carne bovina podem impulsionar a competitividade da carne suína em 2026, ampliando o consumo e as margens do setor.
No mercado externo, a avicultura brasileira mantém desempenho robusto. As exportações de carne de frango cresceram 5,3% em fevereiro e atingiram recorde histórico para o mês, consolidando a posição do Brasil como principal fornecedor global da proteína. Também no segmento de postura, as exportações brasileiras de ovos avançaram mais de 16% no período, superando 2,9 mil toneladas, impulsionadas pela demanda internacional.
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A suinocultura também se beneficia do comércio exterior. O aumento das compras pelas Filipinas foi determinante para impulsionar as exportações brasileiras de carne suína em fevereiro, reforçando a importância dos mercados asiáticos para o equilíbrio do setor.
No campo técnico e institucional, importantes eventos movimentaram as cadeias produtivas. O Congresso APA de Ovos, realizado em Limeira (SP), reuniu especialistas para discutir mercado, sanidade e inovação na avicultura de postura, enquanto Toledo (PR) sediou o XX Encontro Regional da Abraves-PR, focado em ciência e tecnologia aplicadas à suinocultura.
Os resultados comerciais também refletem a força do setor em nível regional. O agronegócio paulista registrou superávit de US$ 2,79 bilhões no primeiro bimestre de 2026, demonstrando a relevância do estado nas exportações brasileiras de alimentos.
O conjunto desses fatores evidencia um agronegócio que segue competitivo no mercado global e impulsionado por ganhos de eficiência produtiva, mas que ainda convive com desafios financeiros e a necessidade de inovação contínua para sustentar o crescimento.



















