Queda chega a 6,2% no mês em algumas regiões, enquanto carcaça mantém trajetória de alta
Suíno vivo intensifica perdas em junho e amplia distância em relação à carne no atacado

O mercado de suíno vivo começou junho sob pressão nas principais praças produtoras do país, aprofundando a tendência de queda observada nas últimas semanas. Ao mesmo tempo, a carcaça suína segue valorizada no atacado, criando um descompasso entre o valor pago pelo animal e o preço da carne.
Dados do Cepea/Esalq indicam que o recuo mais acentuado foi registrado no Rio Grande do Sul, onde a cotação atingiu R$ 4,80/kg em 8 de junho, acumulando desvalorização de 6,25% no mês. No Paraná, o preço caiu para R$ 4,54/kg, com retração de 3,81%. Em Santa Catarina, apesar de uma alta pontual de 0,63% no último levantamento, com o quilo a R$ 4,76, o estado ainda apresenta queda acumulada de 2,66% em junho.
Minas Gerais também registra recuo, com o suíno vivo cotado a R$ 5,53/kg, baixa de 1,60% no mês. Em São Paulo, o valor chegou a R$ 5,25/kg, representando diminuição de 0,94%.
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Mercado segue abaixo dos níveis do início do ano
A diferença em relação ao começo de 2026 evidencia a intensidade da correção nos preços. No Paraná, a média mensal caiu de R$ 7,78/kg em janeiro para os atuais R$ 4,54/kg, uma redução de 41,6%. Em Santa Catarina, o movimento foi semelhante, com recuo de 38,7%, saindo de R$ 7,76/kg para R$ 4,76/kg. No Rio Grande do Sul, a queda também chega a 38,7%, passando de R$ 7,83/kg para R$ 4,80/kg.
Enquanto isso, a carcaça suína especial mantém valorização no atacado da Grande São Paulo. O indicador do Cepea fechou em R$ 8,73/kg no dia 8 de junho, com avanço de 0,23% no dia e alta acumulada de 1,16% no mês. No início de junho, o produto era negociado a R$ 8,63/kg e, desde então, vem registrando aumentos sucessivos.
Esse comportamento oposto revela um mercado ainda sustentado pelo consumo no atacado, ao mesmo tempo em que a oferta de animais continua pressionando os preços pagos ao produtor. A diferença entre as cotações tende a favorecer as margens da indústria frigorífica, embora o setor siga atento ao ritmo da demanda doméstica e das exportações ao longo de junho.
Fonte: CEPEA























