Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) ↑ R$ 65,64 / kg
Soja - Indicador PR ↓ R$ 152,22 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) ↑ R$ 158,88 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) ↓ R$ 10,23 / kg
Suíno - Estadual SP ↓ R$ 6,81 / kg
Suíno - Estadual MG ↓ R$ 6,95 / kg
Suíno - Estadual PR ↓ R$ 5,80 / kg
Suíno - Estadual SC ↓ R$ 5,98 / kg
Suíno - Estadual RS ↓ R$ 5,90 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 130,28 / cx
Ovo Branco - Regional Branco ↑ R$ 130,43 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 142,46 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↑ R$ 139,79 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) ↑ R$ 121,35 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) ↑ R$ 133,98 / cx
Frango - Indicador SP ↓ R$ 8,22 / kg
Frango - Indicador SP ↓ R$ 8,24 / kg
Trigo Atacado - Regional PR ↓ R$ 1.569,82 / t
Trigo Atacado - Regional RS ↓ R$ 1.482,17 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↑ R$ 153,87 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) ↓ R$ 127,79 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) ↓ R$ 133,72 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) ↓ R$ 148,67 / cx
Agronegócio

Entre edição genética na UE e bioinsumos, regulação e tecnologia redesenham o agro

Dois meses após aval do Parlamento Europeu às NGTs, o debate regulatório avança no mesmo passo em que o Brasil discute prioridades setoriais para o próximo governo

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Entre edição genética na UE e bioinsumos, regulação e tecnologia redesenham o agro

Dois meses após a aprovação pelo Parlamento Europeu, as novas regras da União Europeia para plantas obtidas por novas técnicas genômicas (NGTs) seguem gerando debate, ao flexibilizar o cultivo de variedades editadas em relação aos transgênicos tradicionais. A mudança regulatória europeia pode influenciar o debate sobre edição genética no Brasil e, sobretudo, os critérios de acesso a mercados — um ponto sensível para um país exportador que convive com padrões sanitários e fitossanitários divergentes entre seus principais destinos.

O movimento europeu não acontece isolado. Na mesma direção de incorporação de novas tecnologias biológicas, a Embrapa participou da Relare (Rede Latino-Americana de Bioinsumos) para debater os desafios de ampliação do uso de bioinsumos na agricultura, tema que acompanha a crescente adoção de soluções biológicas no agro brasileiro. A convergência entre edição genética regulada e bioinsumos desenha um cenário em que a vantagem competitiva tende a migrar de escala pura para domínio tecnológico e capacidade de conformidade regulatória.

Esse pano de fundo explica por que as entidades do agronegócio já definiram as prioridades do setor para o próximo governo, com foco em crédito rural, seguro agrícola e regulação fundiária — pauta que, por ora, não traz medidas ou números concretos, mas indica que o setor quer chegar à sucessão presidencial com agenda consolidada. Enquanto isso, a variável climática continua no centro da gestão de risco: a estiagem no Centro-Oeste favorece o andamento da colheita de milho, mas compromete pastagens, com risco de estresse nos rebanhos e redução da oferta de volumoso para a pecuária. No campo da pesca e aquicultura, o Ministério da Pesca e Aquicultura divulgou orientações aos municípios sobre preparação para os impactos do El Niño, em conteúdo dirigido a aquicultores.

Há, ainda, um componente de sanidade internacional no radar: produtores europeus reunidos em Dublin colocaram a peste suína africana no centro da pauta, reflexo da preocupação sanitária do bloco. Para o Brasil, cuja posição exportadora depende da preservação do status sanitário, cada movimento regulatório e sanitário lá fora é variável de planejamento aqui dentro.

A leitura de médio prazo é clara: quem dominar a tripla conformidade — tecnológica, regulatória e climática — ditará o ritmo do setor na próxima década.

Da Redação

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