Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) ↑ R$ 64,27 / kg
Soja - Indicador PR ↓ R$ 146,69 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) ↑ R$ 152,41 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 10,48 / kg
Suíno - Estadual SP ↓ R$ 6,93 / kg
Suíno - Estadual MG ↑ R$ 6,96 / kg
Suíno - Estadual PR ↑ R$ 6,02 / kg
Suíno - Estadual SC ↑ R$ 5,99 / kg
Suíno - Estadual RS ↑ R$ 5,92 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) ↓ R$ 129,09 / cx
Ovo Branco - Regional Branco ↓ R$ 131,45 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) ↓ R$ 141,08 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↓ R$ 143,17 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) ↓ R$ 121,08 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) ↓ R$ 132,98 / cx
Frango - Indicador SP ↓ R$ 8,27 / kg
Frango - Indicador SP ↓ R$ 8,29 / kg
Trigo Atacado - Regional PR ↓ R$ 1.560,32 / t
Trigo Atacado - Regional RS ↓ R$ 1.473,40 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↓ R$ 152,33 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) ↓ R$ 128,04 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) ↓ R$ 138,21 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) ↓ R$ 150,17 / cx
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Crise cosmopolita e commodities ciclotímicas – Por Ariovaldo Zani

A crise financeira contemporânea exibe paralelos com aquela ocorrida em 2008, muito embora o cenário macro econômico estabelecido atualmente seja distinto. Cenário requer atuação habilidosa do governo.

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A crise financeira contemporânea exibe paralelos com aquela ocorrida em 2008, muito embora o cenário macro econômico estabelecido atualmente seja distinto. O motivo é que as condições vigentes não vêm provocando empoçamento da liquidez e assim continua fluindo a dinâmica interbancária, diferentemente da forte aflição que abateu os bancos há três anos.

O cenário parece requerer do Governo Brasileiro habilidade no estabelecimento equilibrado das táticas de ordem econômica – diminuição do compulsório dos bancos e da taxa de juros -, com efeito imediato, e das medidas de estímulo fiscal – diminuição da carga tributária, desoneração da folha de pagamentos, incentivos em geral – cujas expectativas são de médio prazo. O binômio crescimento moderado e controle inflacionário é desafiador.

Por influência conjuntural, a previsão é que as commodities agrícolas – milho, soja, trigo, açúcar, suco de laranja, etc. – continuem padecendo de ajustes ciclotímicos, embora no médio prazo a tendência seja a manutenção da valorização por conta de fatores fundamentados na baixa cotação do dólar em resposta à fragilidade econômica e expansão monetária nos EUA, além da contínua demanda da China e outros asiáticos.

É que nos próximos 20 anos os países asiáticos e africanos responderão por quase 80% do crescimento populacional global e 50% do aumento da renda. Seu voraz apetite por produtos de origem animal (carne, leite, ovos) por conta das mudanças dos hábitos alimentares ditarão as preferências no consumo e dispêndio.

A preocupação maior do Brasil deve estar voltada à locomotiva Chinesa e seu respectivo vigor, com forte influência nas transações internacionais, seja como supridora do mundo desenvolvido, seja na importação de soja, milho, minério de ferro, etc.

Para o milho a tendência de valorização se sustenta na crescente demanda por bio energia, influências climatológicas na produção americana (calor), efeito La Nina a partir do fim do ano, a despeito do aumento da estimativa de safra Brasileira 2010/2011 de mais de 56 milhões de toneladas e outras 75 milhões de tons de soja.

A subida forte nas cotações se deu a partir de julho do ano passado e o custo anualizado do milho acumulou aumento de 63 p.p., enquanto o farelo de soja manteve estabilidade por conta da valorização no segundo semestre de 2010 e queda no primeiro semestre deste ano. No caso do frango e suíno vivo, a valorização dos preços anualizada até julho de 2011 alcançou respectivamente 13 p.p. e 7 p.p., enquanto a alimentação acumulou aumento de 34 p.p. e 27 p.p, conforme índice da ração hipotética.

A valorização ou depreciação dos preços das carnes e sua forte dependência por commodities, cujas cotações seguem os desdobramentos da crise é que vão modular o desempenho da matriz exportadora e determinar sucesso ou insucesso das cadeias produtivas de aves e suínos.

Ariovaldo Zani é vice-presidente executivo do Sindirações

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