Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) ↑ R$ 67,35 / kg
Soja - Indicador PR ↑ R$ 148,31 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) ↓ R$ 154,75 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 9,46 / kg
Suíno - Estadual SP ↑ R$ 6,55 / kg
Suíno - Estadual MG ↑ R$ 6,67 / kg
Suíno - Estadual PR ↑ R$ 5,78 / kg
Suíno - Estadual SC ↑ R$ 5,72 / kg
Suíno - Estadual RS ↑ R$ 5,73 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 141,38 / cx
Ovo Branco - Regional Branco ↑ R$ 144,11 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 152,36 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↑ R$ 163,60 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) ↑ R$ 132,26 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) ↑ R$ 145,83 / cx
Frango - Indicador SP ↑ R$ 8,38 / kg
Frango - Indicador SP ↓ R$ 8,39 / kg
Trigo Atacado - Regional PR ↑ R$ 1.562,68 / t
Trigo Atacado - Regional RS ↑ R$ 1.468,08 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↑ R$ 154,63 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) ↑ R$ 136,46 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) ↑ R$ 145,73 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) ↓ R$ 158,66 / cx
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O bem-estar animal na avicultura

A partir de 1º de janeiro de 2022, o abate de pintos machos será proibido nas granjas da Alemanha

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O bem-estar animal na avicultura

A Alemanha é o primeiro país do mundo a proibir a matança de pintos machos, descartados, pois são de linhagens de postura. A lei entrará em vigor em 1º de janeiro de 2022.

É uma pequena revolução para os avicultores alemães. A partir de 1º de janeiro de 2022, o abate de pintos machos será proibido nas granjas da Alemanha. Os membros do Bundestag aprovaram uma lei para esse efeito na quinta-feira, 20 de maio. Agora deve ser aprovado pela câmara alta do parlamento, o Bundesrat.

A ministra alemã Julia Klöckner declarou que o país será o primeiro do mundo a banir a prática de matar pintos pelo simples fato de nascerem do sexo errado, nomeadamente do sexo masculino. Para ela, essa técnica é antiética e contrária ao bem-estar animal. Também acredita que outros países seguirão o exemplo germânico.

Com isto, a Alemanha proíbe uma prática que resulta todos os anos, através do Reno, na morte – mais frequentemente por gás – de 45 milhões de pintos machos de galinhas poedeiras. Incapazes de colocar ovos e crescendo muito lentamente em comparação com os frangos, eles são considerados não lucrativos.

A partir de 1º de janeiro de 2022, os criadores de galinhas poedeiras terão, portanto, duas opções: criar os pintos machos ou investir em máquinas que lhes permitam determinar o sexo dos pintos antes de eclodirem, ou seja, realizar a sexagem, a separação de machos e fêmeas.

O governo federal investiu oito milhões de euros para acelerar as pesquisas nesta área. Atualmente duas técnicas foram comprovadas. Desenvolvida na Alemanha, o processo consiste em perfurar a concha no nono dia da postura, colher uma amostra de soro e testá-la. Desenvolvida na França, a espectroscopia permite identificar o sexo por transparência, sem furar a casca.

Essa lei é um dos resultados de uma decisão do Tribunal Administrativo Federal que, em 2019, colocou o bem-estar animal acima dos interesses econômicos. Em princípio, o texto suscita pouca oposição. Mas as críticas dizem respeito à sua implementação e, em particular, aos prazos considerados muito curtos.

É um avanço, conforme cita o presidente  da Federação dos Criadores de Aves, o sr. Friedrich-Otto Ripke. No entanto, ele teme que muitos incubatórios pequenos não sejam mais capazes de funcionar economicamente por causa dos altos custos associados à criação de filhotes e machos jovens.

E, sem dúvida, haverá incremento no preço, de um a dois centavos por unidade, conforme declara a ministra Julia Klöckner. Do mesmo modo, não poderá banir importações, mas está contando com a instalação de sinalização nos alimentos em questão. Mas segundo a ministra, o consumidor germânico aprova a medida e está disposto a pagar a mais por isto.

Para outros países, como a França, o governo planeja banir a prática de sacrificar os machos no nascimento até o final de 2021. No entanto, acreditam que o setor não está preparado.  No momento, três técnicas complementares estão sendo estudadas para impedir a eliminação dos machos: a sexagem in ovo, a criação de pintos machos ou a criação de pintinhos de linhagens modificadas que dão às fêmeas poedeiras e animais para corte. Mas, tais métodos ainda devem ser implementados gradualmente a partir de 2022. E, do mesmo modo que o vizinho, deve afetar os preços.

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