Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP)R$ 69,96 / kg
Soja - Indicador PRR$ 122,31 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR)R$ 128,50 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 9,64 / kg
Suíno - Estadual SPR$ 6,52 / kg
Suíno - Estadual MGR$ 6,56 / kg
Suíno - Estadual PRR$ 6,02 / kg
Suíno - Estadual SCR$ 6,05 / kg
Suíno - Estadual RSR$ 6,07 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 173,75 / cx
Ovo Branco - Regional BrancoR$ 175,02 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 191,47 / cx
Ovo Vermelho - Regional VermelhoR$ 192,05 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP)R$ 164,20 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP)R$ 186,13 / cx
Frango - Indicador SPR$ 7,24 / kg
Frango - Indicador SPR$ 7,27 / kg
Trigo Atacado - Regional PRR$ 1.288,15 / t
Trigo Atacado - Regional RSR$ 1.157,76 / t
Ovo Vermelho - Regional VermelhoR$ 200,45 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES)R$ 173,82 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE)R$ 158,61 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE)R$ 175,88 / cx
Pesquisa

Biofármaco apresenta potencial para controle de salmonelas aviárias

Embrapa Suínos e Aves (SC) vem avançando no desenvolvimento de um protótipo de biofármaco à base de bacteriófagos para controlar salmonelas avícolas

Compartilhar essa notícia
Biofármaco apresenta potencial para controle de salmonelas aviárias

A Embrapa Suínos e Aves (SC) vem avançando no desenvolvimento de um protótipo de biofármaco à base de bacteriófagos para controlar salmonelas avícolas, que causam contaminação da carne de frango e salmonelose em humanos. Bacteriófagos são vírus amplamente distribuídos na natureza e que atuam especificamente sobre bactérias. Essa ação bactericida representa uma alternativa ao uso de antibióticos. Pesquisadores isolaram e estudaram três desses vírus, que compõem a coleção de microrganismos da Unidade, e reúnem as características desejadas para controle de determinados sorotipos de salmonela.

A pesquisa atende a uma das prioridades da produção animal atualmente – a manutenção de rebanhos e plantéis livres de patógenos que causam doenças transmitidas por alimentos, e assim garantir a inocuidade dos produtos. A resistência a antimicrobianos é um dos temas mais relevantes nesse contexto, e tem direcionado políticas públicas pela interface com o conceito de saúde única, pela inter-relação com saúde humana, animal e meio ambiente. 

A disseminação de microrganismos multirresistentes aos antimicrobianos disponíveis e a falta de desenvolvimento de novas classes de antimicrobianos têm motivado o alerta de especialistas para a dificuldade futura de enfrentamento de bactérias, mesmo em infecções simples.

Em alinhamento às ações nacionais e internacionais, os cientistas da Embrapa Suínos e Aves vêm atuando em pesquisas e estudos para o enfrentamento da resistência aos antimicrobianos e auxílio à execução de políticas públicas. Além de participar de grupos como o da Força-Tarefa do Codex Alimentarius para Resistência Antimicrobiana (FTAMR), que se encerrou em 2021, a Unidade contribui também com o Plano de Ação Nacional de Prevenção e Controle da Resistência aos Antimicrobianos no Âmbito da Agropecuária (PAN-BR Agro) com diversas pesquisas, tais como o desenvolvimento de insumos biológicos para o controle de bactérias relevantes na avicultura.

De acordo com a pesquisadora Clarissa Vaz, líder do projeto que resultou no desenvolvimento do protótipo de biofármaco à base de vírus bactericidas, a disponibilidade de um ativo biológico, que evita ou reduz o uso de antimicrobianos e seja aplicável ao controle de salmonela na avicultura, é desejável frente à importância social e econômica da produção avícola para o País e à necessidade de uso prudente dos antimicrobianos para preservar a eficácia dos que estão disponíveis. “Esse insumo não pretende substituir o uso terapêutico de antibióticos, mas é uma opção para reforçar o controle de salmoneloses, reduzindo o uso desnecessário de antimicrobianos”, explica. 

Ainda segundo Vaz, insumos biológicos à base de bacteriófagos não representam necessariamente uma inovação na indústria de saúde e alimentação animal, uma vez que sua ação bactericida é conhecida há muito tempo. “O diferencial é que, se desenvolvidos produtos escalonáveis, de custo acessível, e contendo bacteriófagos adequados, a fagoterapia (uso de bacteriófagos contra infecções bacterianas) é uma possibilidade de diversificar as estratégias de controle de salmonelas aviárias”, pontua.

Outra vantagem apresentada pela pesquisadora é a de que bacteriófagos nativos são interessantes para o desenvolvimento de produtos voltados ao mercado nacional por não introduzirem cepas exóticas na biodiversidade brasileira e apresentarem maior probabilidade de ação frente às estirpes de campo locais.

Desafio é chegar a um produto com potencial de mercado

Os estudos levaram ao desenvolvimento do protótipo de um biofármaco que é fornecido aos frangos pela água de beber, capaz de reduzir o nível de salmonela no intestino de frangos de corte. “O desafio atual é avançar nas etapas de desenvolvimento até a fase de produção continuada, em condições de inserção no mercado. Esse é um processo que segue a lógica de inovação aberta e repartição de benefícios, por meio da qual a Embrapa e empresas interessadas desenvolvem a pesquisa juntas com o objetivo de desenvolver os seus produtos e aumentar o valor agregado”, observa a pesquisadora.

Os três vírus procedentes da coleção de microrganismos da Unidade são os principais componentes desse biofármaco, que melhora a estabilidade desses vírus na ave, após a ingestão pela água de beber, e é estável durante o período de armazenamento.

O produto biológico foi estudado para controle de S. Heidelberg em frangos de corte, com nicho de aplicação contra S. Enteritidis e S. Typhimurium em matrizes, que são algumas das salmoneloses mais impactantes nessas categorias avícolas.

Assuntos Relacionados Embrapa
Mais lidas
Cotação
Fonte CEPEA
  • Milho - Indicador
    Campinas (SP)
    R$ 69,96
    kg
  • Soja - Indicador
    PR
    R$ 122,31
    kg
  • Soja - Indicador
    Porto de Paranaguá (PR)
    R$ 128,50
    kg
  • Suíno Carcaça - Regional
    Grande São Paulo (SP)
    R$ 9,64
    kg
  • Suíno - Estadual
    SP
    R$ 6,52
    kg
  • Suíno - Estadual
    MG
    R$ 6,56
    kg
  • Suíno - Estadual
    PR
    R$ 6,02
    kg
  • Suíno - Estadual
    SC
    R$ 6,05
    kg
  • Suíno - Estadual
    RS
    R$ 6,07
    kg
  • Ovo Branco - Regional
    Grande São Paulo (SP)
    R$ 173,75
    cx
  • Ovo Branco - Regional
    Branco
    R$ 175,02
    cx
  • Ovo Vermelho - Regional
    Grande São Paulo (SP)
    R$ 191,47
    cx
  • Ovo Vermelho - Regional
    Vermelho
    R$ 192,05
    cx
  • Ovo Branco - Regional
    Bastos (SP)
    R$ 164,20
    cx
  • Ovo Vermelho - Regional
    Bastos (SP)
    R$ 186,13
    cx
  • Frango - Indicador
    SP
    R$ 7,24
    kg
  • Frango - Indicador
    SP
    R$ 7,27
    kg
  • Trigo Atacado - Regional
    PR
    R$ 1.288,15
    t
  • Trigo Atacado - Regional
    RS
    R$ 1.157,76
    t
  • Ovo Vermelho - Regional
    Vermelho
    R$ 200,45
    cx
  • Ovo Branco - Regional
    Santa Maria do Jetibá (ES)
    R$ 173,82
    cx
  • Ovo Branco - Regional
    Recife (PE)
    R$ 158,61
    cx
  • Ovo Vermelho - Regional
    Recife (PE)
    R$ 175,88
    cx

Relacionados

SUINOCULTURA 328
Anuário AI – Edição 1342
Anuário SI – Edição 327
SI – Edição 326
AI – 1341