Deportações ameaçam derrubar a produção avícola nos EUA

A indústria de processamento de aves nos Estados Unidos enfrenta uma crise sem precedentes. Historicamente dependente de trabalhadores imigrantes, principalmente ilegais, o setor agora se vê à beira de um colapso com a promessa de deportações em massa do novo governo.
De acordo com a Wired Magazine, cerca de dois terços dos trabalhadores na indústria de processamento de carne são estrangeiros, muitos deles indocumentados. Essa mão de obra barata e pouco qualificada tem sido fundamental para manter os custos de produção baixos, atraindo empresas para cidades como Fremont, Nebraska, onde a indústria de processamento de carne domina a economia local.
A natureza fisicamente desgastante e as condições de trabalho adversas nos frigoríficos têm dificultado a atração de trabalhadores americanos, mesmo com os salários baixos. A alta rotatividade, estimada em cerca de 86% nos primeiros seis meses de trabalho, agrava ainda mais a situação.
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Com a perspectiva de deportações em massa, o setor avícola se depara com um dilema: aumentar os salários para atrair trabalhadores americanos ou investir em automação. A automação, embora seja uma solução em potencial, apresenta custos elevados e desafios técnicos, além de não resolver o problema da escassez de mão de obra no curto prazo.
A escassez de mão de obra já está impactando a produção e os custos. Empresas como a Tyson Foods, uma das maiores processadoras de carne do mundo, reconhecem os desafios e buscam soluções para garantir a continuidade das operações. No entanto, a incerteza sobre o futuro da política imigratória nos Estados Unidos paira sobre o setor, colocando em risco a segurança alimentar e a economia de diversas regiões.
Fonte: World Poultry





















