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Pesquisa

Avanços na resistência à Influenza Aviária em galinhas: descobertas e desafios

Uma pesquisa inovadora do Instituto Roslin, no Reino Unido, em colaboração com outras instituições, identificou regiões do DNA de galinhas que conferem resistência natural à Influenza Aviária Altamente Patogênica (IAAP).…
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Avanços na resistência à Influenza Aviária em galinhas: descobertas e desafios

Uma pesquisa inovadora do Instituto Roslin, no Reino Unido, em colaboração com outras instituições, identificou regiões do DNA de galinhas que conferem resistência natural à Influenza Aviária Altamente Patogênica (IAAP). Essa descoberta abre caminho para o desenvolvimento de aves mais resilientes à doença, com potencial para revolucionar a avicultura e garantir a segurança alimentar.

Metodologia e resultados da pesquisa

A equipe de Roslin analisou o DNA de galinhas que sobreviveram a um surto de IAAP em 2015, comparando-o com o de aves não infectadas. Essa análise revelou variações genéticas em nove áreas do genoma das galinhas, que parecem estar ligadas à resistência à IAAP.

Embora nenhum gene isolado explique completamente a sobrevivência das galinhas, o estudo identificou diversos genes possivelmente ligados ao sistema imunológico e à resposta antiviral das aves. As galinhas estudadas sobreviveram a um surto particularmente letal de gripe aviária, com taxa de mortalidade superior a 99%.

Genes identificados e sua relevância

Alguns dos genes identificados, como o ANP32A, já são conhecidos por sua participação na resposta à gripe aviária. A presença desse gene reforça a hipótese de que os outros genes recém-identificados também sejam relevantes na defesa contra a IAAP.

A Dra. Jacqueline Smith, cientista genômica do Instituto Roslin, destacou a importância da pesquisa, ressaltando a vulnerabilidade das galinhas à gripe aviária e a oportunidade única de compreender a base genética da resistência.

Edição genética como estratégia promissora

Em 2023, os cientistas de Roslin anunciaram um avanço promissor em técnicas de edição genética para restringir a infecção por vírus da gripe aviária em galinhas. Ao alterar uma pequena seção do DNA responsável pela produção da proteína ANP32A, eles conseguiram restringir, mas não bloquear completamente, a entrada do vírus nas células das aves, sem comprometer sua saúde ou bem-estar.

Em testes com a cepa H9N2-UDL do vírus da gripe aviária, nove em cada dez aves editadas geneticamente permaneceram não infectadas. No entanto, em testes com doses artificialmente altas do vírus, metade das aves editadas foi infectada.

Apesar disso, a edição genética conferiu proteção parcial, com menor carga viral nas aves infectadas e menor disseminação do vírus para aves não editadas.

Desafios e próximos passos

Os cientistas descobriram que o vírus pode se adaptar e utilizar outras proteínas (ANP32B e ANP32E) para se replicar em aves com edição do gene ANP32A. Para evitar essa adaptação viral, a equipe de pesquisa pretende editar as seções de DNA responsáveis pela produção das três proteínas (ANP32A, ANP32B e ANP32E).

Em testes com células de galinha cultivadas em laboratório, a edição dos três genes bloqueou com sucesso o crescimento do vírus. O próximo passo será desenvolver galinhas com edições nos três genes, o que ainda não havia sido realizado no momento da divulgação dos resultados do ANP32A.

Implicações e perspectivas

As descobertas do Instituto Roslin representam um avanço significativo na busca por soluções para proteger as aves da Influenza Aviária Altamente Patogênica. A identificação de genes associados à resistência e o desenvolvimento de técnicas de edição genética promissoras abrem caminho para a criação de galinhas mais resilientes à doença, com potencial para reduzir perdas na avicultura e garantir a segurança alimentar.

Considerações do pesquisador da Embrapa Suínos e Aves, Luizinho Caron

O pesquisador Luizinho Caron, da Embrapa Suínos e Aves, expressou algumas dúvidas sobre a real eficácia do método de edição genética. Ele questiona se, após a edição genética, o produto final ainda seria considerado uma galinha, e se a alteração dos receptores virais não poderia levar à adaptação do vírus aos receptores humanos.

Caron também destaca a importância do estudo que identificou genes ligados ao sistema imunológico e à resposta antiviral das aves. Ele ressalta que, apesar dos avanços nas pesquisas, ainda não se observa no campo uma galinha realmente resistente à gripe aviária.

O pesquisador levanta a questão da aceitação do mercado e dos consumidores em relação a produtos provenientes de aves geneticamente editadas, e expressa dúvidas sobre a necessidade de alterar três genes da galinha.

“As pesquisas são promissoras, mas ainda há desafios a serem superados para o desenvolvimento de galinhas resistentes à gripe aviária que sejam viáveis para a produção comercial e aceitas pelos consumidores”, conclui Luizinho Caron.

Leia o artigo na revista Nature Communications

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