Brasil está confiante em fechar acordos comerciais com UE e EUA apesar da Influenza Aviária

O Brasil está negociando com a União Europeia e os Estados Unidos para limitar as proibições ao comércio às regiões afetadas com doenças animais, disse na terça-feira (27), expressando forte confiança em fechar acordos, já que a Influenza Aviária está interrompendo as exportações brasileiras de aves.
O Brasil, maior exportador de frango do mundo, confirmou seu primeiro surto de influenza aviária altamente patogênica, comumente chamada de gripe aviária, em uma granja avícola no início deste mês, o que desencadeou proibições comerciais em todo o país por vários grandes importadores, enquanto outros implementaram restrições em todo o estado.
Confira as últimas notícias sobre a Influenza Aviária no Brasil e no mundo
Leia também no Agrimídia:
- •OMSA confirma Influenza Aviária em aves silvestres no Uruguai e reforça alerta sanitário na região
- •AVEC pede suspensão preventiva das importações de aves da China pela União Europeia
- •Vendas de carne nos EUA atingem recorde histórico de US$ 112 bilhões impulsionadas pelas gerações Millennials e Z
- •Rota da Avicultura Caipira fortalece cadeia produtiva e geração de renda no meio rural
A UE disse que nenhuma ave ou produtos de carne de aves poderiam ser exportados para o bloco de qualquer parte do Brasil após a descoberta de um surto no estado do Rio Grande do Sul, que responde por 15% da produção e exportação de aves brasileiras.
Os EUA aplicaram uma proibição nacional, mas não total sobre produtos avícolas brasileiros após o surto na granja. Produtos processados, subprodutos e ovos ainda podem ser importados, desde que atendam a determinados requisitos de tratamento e certificação.
As negociações com os dois blocos estão ocorrendo na sessão geral da Organização Mundial de Saúde Animal, em Paris.
“Sabemos que este não é o momento perfeito para negociar, mas isso acontecerá eventualmente, já que grandes produtores de aves, como os EUA e o Brasil, enfrentam os mesmos desafios”, disse o diretor veterinário do Brasil, Marcelo Mota.
Mota disse estar “muito confiante” de que acordos serão alcançados.
Na semana passada, a Organização Mundial da Saúde Animal (WOAH) incentivou o foco do controle de doenças nas regiões afetadas, em vez de em todo o país, para conter a disseminação da gripe aviária no Brasil e permitir o comércio internacional.
De acordo com as regras da WOAH, se um país detectar um surto de gripe aviária em uma região, ele pode declarar essa região como zona de controle da doença e manter o status de zona livre da doença — e comercializar — com outras zonas que não foram afetadas.
O surto de gripe aviária nos EUA matou quase 170 milhões de galinhas, perus e outras aves desde 2022 e se espalhou para fazendas leiteiras em todo o país.
“É estratégico para todos os países e, claro, só estamos negociando isso com países que podem nos dar o mesmo tipo de garantia”, disse Mota. “Estamos destacando a importância de não fechar o país inteiro. É importante para a segurança alimentar e para a balança comercial no mundo.”
Os acordos incluiriam restrições regionais, em vez de nacionais, no caso de um surto de diversas doenças animais, incluindo a peste suína africana, que dizimou rebanhos de suínos ao redor do mundo, principalmente na China.
As importações de frango brasileiro pela UE representam uma pequena parcela do total importado, mas seus baixos preços têm pressionado o mercado da UE. Os EUA importam uma quantidade mínima de produtos avícolas do Brasil.
Confira as últimas notícias sobre a Influenza Aviária no Brasil e no mundo
Fonte: Reuters





















