Novo foco foi detectado em aves de subsistência na província de Buenos Aires; setor monitora possíveis impactos no comércio internacional
Argentina confirma caso de Influenza Aviária e acende alerta nas exportações avícolas

O Serviço Nacional de Sanidade e Qualidade Agroalimentar (Senasa) confirmou nas últimas horas um foco de influenza aviária altamente patogênica (H5) em aves de subsistência, no município de Lezama, na província de Buenos Aires. A ocorrência reforçou os controles sanitários e acendeu sinal de alerta no setor exportador de produtos avícolas.
Após notificação de mortalidade entre as aves, técnicos do Centro Regional Buenos Aires Sul coletaram amostras, que tiveram resultado positivo para o vírus no Laboratório Nacional do Senasa. Em resposta, foram intensificadas medidas de vigilância na região, com ações coordenadas entre níveis nacional, provincial e municipal. O monitoramento agora cobre propriedades avícolas e populações de aves silvestres no entorno.
Embora se trate de um caso isolado, o Senasa garantiu que o status sanitário do país permanece inalterado e que a exportação de produtos avícolas segue autorizada. No entanto, o alerta está aceso, pois eventuais novos focos poderiam gerar restrições comerciais por parte de mercados importadores.
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Este episódio soma-se a outros registros recentes no país — como o foco detectado em fevereiro no Chaco, que também envolveu aves de subsistência. Na ocasião, foram definidas zonas de vigilância sanitária de 10 km e recomendadas medidas rigorosas de biossegurança em granjas, sejam comerciais ou familiares.
No âmbito regional, há preocupação com as ocorrências de gripe aviária em aves silvestres no Brasil. Apesar de ainda não se confirmarem contágios em granjas comerciais brasileiras, as autoridades seguem adotando vigilância rigorosa.
Especialistas em saúde animal lembram que a influenza aviária afeta aves domésticas e silvestres, mas o risco de transmissão ao homem é considerado baixo. Ainda assim, recomendam vigilância redobrada: os sinais incluem aumento de mortalidade e sintomas respiratórios nas aves — qualquer ocorrência deve ser comunicada às autoridades.
Por fim, o Senasa ressaltou que o consumo de carne de frango e ovos regulamentados é seguro, pois os controles sanitários garantem que os produtos não transmitam o vírus ao ser humano.





















