Menor demanda dos Estados Unidos reduz ritmo dos embarques, mas volume ainda é quase o dobro do registrado em 2024
Exportações brasileiras de ovos recuam no terceiro trimestre, mas seguem em nível recorde

Após uma sequência de altas nos embarques registrada desde o início do ano, as exportações brasileiras de ovos apresentaram retração no terceiro trimestre de 2025, segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) analisados pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea/Esalq-USP).
De acordo com os pesquisadores, o recuo foi influenciado principalmente pela menor demanda dos Estados Unidos, que até julho se mantinham como os principais compradores do produto brasileiro. A desaceleração nas compras norte-americanas acabou limitando o avanço dos embarques totais no período.
Mesmo com a queda, o resultado do trimestre ainda representa um marco histórico para o setor. Entre julho e setembro, o Brasil exportou 9,46 mil toneladas de ovos, volume 42% inferior ao do trimestre anterior, mas 99,8% superior ao registrado no mesmo período de 2024. Trata-se do maior volume já embarcado em terceiros trimestres, desde o início da série histórica da Secex, em 1997.
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O desempenho reforça a consolidação do Brasil como um importante fornecedor global de ovos, em um cenário de crescimento da produção interna e de aumento da competitividade no mercado internacional. Mesmo diante das oscilações na demanda, o setor mantém uma trajetória positiva no acumulado do ano, sustentado pela diversificação de destinos e pela busca por novos mercados consumidores.


























