A atual estratégia de abate não é suficiente, afirmam especialistas holandeses que defendem vacina contra Influenza Aviária. Entenda mais
Especialistas holandeses criticam estratégia de abate e defendem vacina contra Influenza Aviária

O grupo de especialistas em doenças animais que assessora o governo dos Países Baixos emitiu um aviso contundente: a atual estratégia de enfrentamento à Influenza Aviária está desatualizada e a situação no país é “grave”. Arjan Stegeman, professor da Universidade de Utrecht e presidente do grupo, afirmou estar “muito preocupado” com a escalada do vírus, argumentando que o método tradicional de apenas abater rebanhos infectados não é mais suficiente em um cenário onde a doença se tornou endêmica na fauna selvagem.
Dados recentes da Autoridade Europeia para a Segurança dos Alimentos (EFSA) sustentam a preocupação: entre setembro e meados de novembro, foram detectados mais de 1.400 casos em aves selvagens em 26 países da UE, um número quatro vezes maior que o registrado no mesmo período do ano anterior. “Esse método [atual] data de uma época em que a gripe aviária ainda era rara e o abate de aves em granjas garantia o desaparecimento do vírus”, explicou Stegeman. Hoje, com a pressão viral constante vinda do ambiente externo, o abate reativo tornou-se uma medida de enxugar gelo.
Para os especialistas holandeses, a única solução viável a longo prazo é a vacinação preventiva. Stegeman defende um cronograma onde os pintinhos sejam imunizados precocemente, possivelmente com doses de reforço, o que poderia proteger a maioria das granjas de postura em um ano. Enquanto os testes de vacinas seguem em andamento (com resultados esperados para o início de 2026), o setor permanece sob ordens de confinamento rigoroso e dependente de biosseguridade extrema.
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Referência: Poultry World





















