Com 90 surtos de Influenza Aviária, o Reino Unido enfrenta uma crise. Descubra como isso afeta as aves e a produção agrícola
Reino Unido confirma 90 surtos de Influenza Aviária e mantém aves confinadas

Se a situação nos EUA é de alerta, no Reino Unido é de emergência contínua. O Departamento de Meio Ambiente e Assuntos Rurais (Defra) atualizou os dados da temporada 2025/2026 nesta segunda-feira, confirmando que o vírus H5N1 continua avançando sem controle total. Já são 90 casos confirmados de Alta Patogenicidade em todo o território britânico.
A Inglaterra é o epicentro da crise, concentrando 72 dessas ocorrências. Apenas na última semana, novos focos foram detectados em granjas comerciais importantes em Suffolk (Bacton), North Yorkshire (York) e na região de fronteira escocesa (Penicuik).
Em todos os locais, zonas de proteção foram ativadas e o abate sanitário total foi ordenado. Um caso isolado de Baixa Patogenicidade (H5) também foi registrado em Norfolk, o único da temporada até agora.
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O impacto na produção é direto e severo. Devido ao risco extremo, a Grã-Bretanha permanece sob “Zona de Prevenção”, o que na prática impõe medidas draconianas de biosseguridade.
Na Inglaterra e no País de Gales, vigora a ordem de alojamento obrigatório (housing order), proibindo que aves sejam criadas soltas ou tenham acesso a áreas externas. Essa medida, embora necessária para evitar contato com aves migratórias, afeta o status de bem-estar animal e eleva os custos operacionais dos produtores.
Com a Escócia e o País de Gales registrando 7 casos cada e a Irlanda do Norte com 4, o governo britânico instou os produtores a manterem vigilância máxima, pois a temporada de migração ainda não acabou e o vírus segue circulando com alta carga viral no ambiente.
Referência: Poultry News





















