Estudo apresenta imunizante intranasal que impede infecção pelo vírus da Influenza Aviária em modelos animais, com potencial de ampliar estratégias de biossegurança no setor avícola
Pesquisadores desenvolvem vacina em spray contra Influenza Aviária e impulsionam debate sobre prevenção

Pesquisadores vêm avançando no desenvolvimento de uma vacina contra a gripe aviária administrada por spray nasal, com resultados promissores em estudos pré-clínicos que indicam proteção eficaz contra infecção pelo vírus altamente patogênico H5N1. A tecnologia pode representar um importante complemento às ferramentas de controle e prevenção da doença na avicultura mundial.
O imunizante, desenvolvido por equipes científicas ligadas a centros de pesquisa internacionais, demonstrou que a administração intranasal pode impedir a instalação do vírus no nariz e nos pulmões de animais de laboratório, bloqueando tanto o avanço da doença quanto a transmissão viral. Isso é relevante porque a gripe aviária — causada por subtipos do vírus influenza A, como o H5N1 — continua sendo uma ameaça às aves domésticas e silvestres em diferentes regiões do globo.
A vacina spray foi testada em modelos como camundongos e outros pequenos animais, onde induziu uma resposta imune robusta no trato respiratório, local de entrada do vírus, e ofereceu proteção contra exposições letais aos desafios virais. Especialistas destacam que a eficácia nas mucosas respiratórias representa uma vantagem em relação às vacinas tradicionais administradas por injeção, que podem gerar proteção sistêmica, mas nem sempre impedem a infecção inicial.
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Embora ainda esteja em fase experimental e exija novas etapas de estudo e validação, a abordagem oral ou intranasal para vacinas antivirais tem gerado interesse crescente na comunidade científica. Ela é vista como uma estratégia potencial para ampliar a biossegurança nas granjas, reduzir a disseminação do vírus entre aves e — em cenários de risco elevado — limitar a transmissão para outros animais ou humanos.
Especialistas alertam que a gripe aviária continua a exigir vigilância ativa e ações de prevenção integradas, incluindo monitoramento de aves, medidas de biossegurança e vacinação estratégica, especialmente em áreas com histórico de surtos ou risco de introdução do vírus.





















