Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) ↓ R$ 68,67 / kg
Soja - Indicador PR ↑ R$ 154,91 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) ↑ R$ 161,56 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 8,50 / kg
Suíno - Estadual SP ↑ R$ 5,78 / kg
Suíno - Estadual MG ↑ R$ 6,14 / kg
Suíno - Estadual PR ↑ R$ 5,37 / kg
Suíno - Estadual SC ↑ R$ 5,25 / kg
Suíno - Estadual RS ↑ R$ 5,27 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 132,51 / cx
Ovo Branco - Regional Branco ↑ R$ 135,34 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 144,73 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↑ R$ 150,55 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) ↑ R$ 124,34 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) ↑ R$ 137,51 / cx
Frango - Indicador SP ↓ R$ 8,30 / kg
Frango - Indicador SP ↑ R$ 8,31 / kg
Trigo Atacado - Regional PR ↑ R$ 1.544,33 / t
Trigo Atacado - Regional RS ↑ R$ 1.450,60 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↑ R$ 154,27 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) ↑ R$ 128,20 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) ↓ R$ 143,70 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) ↓ R$ 157,15 / cx
Destaque Todas Páginas
Ração

Crise logística ameaça produção de ração e avicultura no Marrocos

Entenda como a crise logística ameaça produção de ração e avicultura no Marrocos e os impactos das dificuldades nas importações

Compartilhar essa notícia
Crise logística ameaça produção de ração e avicultura no Marrocos

As indústrias de ração e avicultura do Marrocos atravessam um momento de forte tensão após semanas de paralisações nas importações de insumos essenciais. As dificuldades logísticas vêm comprometendo o funcionamento das fábricas de ração e colocando os produtores de aves em alerta quanto à continuidade da produção.

Em janeiro de 2026, os principais portos marroquinos enfrentaram sérios problemas operacionais provocados por sucessivos sistemas de baixa pressão que atingiram o Atlântico Norte e o Golfo da Biscaia. As condições climáticas adversas — com ventos intensos, mar agitado e baixa visibilidade — impediram a atracação segura de navios e o uso de guindastes, causando atrasos prolongados e acúmulo de cargas.

Diante desse cenário, grandes companhias de navegação internacional, como CMA CGM, Maersk e Hapag-Lloyd, optaram por suspender as escalas nos portos do país. Segundo fontes do setor marítimo, os navios foram instruídos a permanecer ancorados em áreas seguras até a melhora das condições climáticas, evitando riscos durante as tempestades.

Indústria de ração à beira da paralisação

A interrupção prolongada empurrou a indústria marroquina de rações para uma situação crítica. Em comunicado enviado ao Ministério da Agricultura, a Associação de Fabricantes de Ração Composta do Marrocos alertou para a incapacidade crescente das fábricas de manter a produção diante da falta de matérias-primas.

Segundo a entidade, a escassez compromete diretamente o fornecimento de rações para o setor pecuário em geral, com impactos ainda mais severos sobre a avicultura. Além disso, os custos adicionais gerados por navios retidos em alto-mar tendem a pressionar os preços e agravar o risco de desabastecimento de produtos de origem animal.

O problema é agravado pela elevada dependência externa do país: cerca de 90% das matérias-primas utilizadas na produção de ração são importadas. Ao mesmo tempo, o Marrocos dispõe de capacidade limitada de armazenagem de grãos, o que impede a formação de estoques estratégicos capazes de amortecer choques logísticos prolongados.

Como solução emergencial, os fabricantes defenderam que navios transportando insumos para ração tenham prioridade de atracação e descarga, medida que poderia reduzir a escassez e evitar a interrupção total da produção.

Avicultores temem colapso da cadeia produtiva

A preocupação também se espalha entre os produtores de aves. A Associação Nacional de Produtores de Carne de Aves afirmou que a dificuldade das fábricas de ração em obter insumos básicos ameaça a estabilidade de toda a cadeia produtiva.

Em nota, a entidade alertou que a falta de ração pode levar à paralisação das atividades e até à falência de criadores. O presidente da associação, Mustafa Al-Muntasir, destacou que a escassez de milho e soja — ingredientes fundamentais para a alimentação de frangos de corte — é hoje o principal fator de risco para o setor.

Segundo ele, a situação pode desencadear uma crise sem precedentes no abastecimento do mercado nacional de carne de frango, caso não haja uma resposta rápida das autoridades.

Risco de reflexos para o consumidor

Representantes de consumidores também demonstraram apreensão. Noureddine Hamano, presidente da Associação Marroquina para a Proteção e Defesa dos Direitos do Consumidor, pediu uma intervenção urgente do poder público para evitar aumentos de preços ou falta de produtos nas prateleiras.

De acordo com lideranças do setor, se a crise logística persistir sem medidas corretivas imediatas, o país poderá enfrentar não apenas dificuldades produtivas, mas também um impacto direto sobre o mercado e o consumo, afetando produtores e consumidores em toda a cadeia.

Referência: Poultry World

Assuntos Relacionados
boletimAIfrangointernacional
Mais lidas

Relacionados

SI – edição 331
AI – 1345
SI- edição 330
AI – Edição 1344
SI – Edição 329