Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) ↓ R$ 68,67 / kg
Soja - Indicador PR ↑ R$ 154,91 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) ↑ R$ 161,56 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 8,50 / kg
Suíno - Estadual SP ↑ R$ 5,78 / kg
Suíno - Estadual MG ↑ R$ 6,14 / kg
Suíno - Estadual PR ↑ R$ 5,37 / kg
Suíno - Estadual SC ↑ R$ 5,25 / kg
Suíno - Estadual RS ↑ R$ 5,27 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 132,51 / cx
Ovo Branco - Regional Branco ↑ R$ 135,34 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 144,73 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↑ R$ 150,55 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) ↑ R$ 124,34 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) ↑ R$ 137,51 / cx
Frango - Indicador SP ↓ R$ 8,30 / kg
Frango - Indicador SP ↑ R$ 8,31 / kg
Trigo Atacado - Regional PR ↑ R$ 1.544,33 / t
Trigo Atacado - Regional RS ↑ R$ 1.450,60 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↑ R$ 154,27 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) ↑ R$ 128,20 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) ↓ R$ 143,70 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) ↓ R$ 157,15 / cx
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Ovos

Brasil bate recorde e mais que dobra exportações de ovos em 2025

Saiba como o Brasil bate recorde e mais que dobra exportações de ovos, com crescimento expressivo em volume e valor

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Brasil bate recorde e mais que dobra exportações de ovos em 2025

O Brasil alcançou, em 2025, um marco histórico nas exportações de ovos, mais que dobrando o volume embarcado e consolidando uma nova fase de internacionalização de um segmento que, até poucos anos atrás, tinha presença limitada no comércio exterior. O desempenho reforça a competitividade da avicultura brasileira e aponta para uma estratégia cada vez mais estruturada voltada ao mercado global.

Segundo dados da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), as exportações de ovos frescos e processados somaram 40.894 toneladas ao longo do ano. O volume representa um crescimento de 121,4% em relação a 2024. Em valor, o avanço foi ainda mais expressivo: a receita atingiu US$ 97,24 milhões, alta de 147,5% na comparação anual.

Um novo patamar para o setor

O resultado elevou as exportações para mais de 1% da produção nacional de ovos, um patamar inédito. De acordo com o presidente da ABPA, Ricardo Santin, trata-se de um avanço relevante, pois ocorre sem comprometer o abastecimento interno, que segue absorvendo cerca de 99% da produção brasileira.

Esse movimento sinaliza uma mudança estrutural. A indústria de ovos começa a incorporar, de forma mais consistente, uma lógica exportadora, antes restrita a nichos específicos e volumes pontuais.

Estados Unidos lideram, mas mercado se diversifica

Os Estados Unidos foram o principal destino dos ovos brasileiros em 2025, com 19.597 toneladas, um salto de 826,7% frente ao ano anterior. No entanto, a imposição de tarifas adicionais reduziu o ritmo dos embarques ao longo do ano, exigindo uma rápida reorganização do setor.

Nesse contexto, novos mercados ganharam destaque. O Japão, considerado um destino de alto valor agregado, importou 5.375 toneladas, crescimento de 229,1%, e passou a liderar os embarques nos últimos meses do ano. O Chile ficou na sequência, com 4.124 toneladas, apesar de retração de 40%. México e Emirados Árabes Unidos completam a lista, reforçando a diversificação geográfica das exportações brasileiras.

Mercado interno segue abastecido

Apesar do avanço expressivo das exportações de ovos, o impacto sobre o mercado doméstico foi limitado. A oferta interna permaneceu elevada, contribuindo para a queda dos preços no início de 2026. Levantamento do Cepea mostra que, em janeiro, os preços médios atingiram os menores níveis para o mês desde 2020 em diversas regiões.

Em Bastos (SP), principal polo produtor do país, os ovos brancos extra grandes foram comercializados a R$ 105,57 por caixa, enquanto os ovos marrons ficaram em R$ 118,76, ambos com quedas expressivas em relação ao mês e ao ano anteriores.

Perspectivas para 2026

Para a ABPA, a tendência é de manutenção dos embarques em patamares positivos, apoiada por uma cultura exportadora mais madura. Fatores sazonais, como o aumento do consumo no período da Quaresma e as temperaturas mais elevadas, devem ajudar a equilibrar o mercado interno.

O desafio do setor em 2026 será expandir sua presença internacional sem pressionar os preços ao consumidor brasileiro, conciliando competitividade externa e estabilidade no mercado doméstico.

Referência: Poultry World/CEPEA

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