Ação em 42 propriedades integra monitoramento nacional do Ministério da Agricultura para prevenir doenças como influenza aviária e Newcastle
Alagoas coleta amostras em 462 aves para reforçar vigilância contra Influenza Aviária

Alagoas iniciou a segunda fase da coleta de amostras em aves de subsistência com o objetivo de fortalecer a vigilância sanitária e prevenir a disseminação de doenças no plantel avícola. A ação é conduzida pela Agência de Defesa e Inspeção Agropecuária de Alagoas (Adeal) e faz parte de um inquérito soroepidemiológico coordenado pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa).
O levantamento ocorre em 42 propriedades rurais selecionadas com base em critérios técnicos, como criações com até mil aves e localizadas próximas a corpos d’água ou áreas de circulação de aves migratórias, fatores considerados de risco para a introdução de vírus.
Ao todo, serão analisadas 462 aves nesta etapa. Em cada propriedade, equipes técnicas da Adeal coletam amostras de sangue e swabs de cloaca e traqueia de 11 animais, seguindo o mesmo protocolo já aplicado anteriormente em granjas comerciais.
Leia também no Agrimídia:
- •Exportação de frango recua e milho avança no Oriente Médio em meio a tensões geopolíticas
- •Produção de ovos no Brasil deve impulsionar setor em 2026, segundo anuário de Avicultura Industrial
- •Influenza aviária: Europa registra avanço em aves selvagens e primeiro caso humano de H9N2
- •Agro amplia base exportadora: número de empresas cresce mais de 60% em 10 anos
O material recolhido será encaminhado ao Laboratório Federal de Defesa Agropecuária (LFDA), em Campinas (SP), unidade oficial do Mapa responsável pelas análises laboratoriais. A expectativa é que o monitoramento seja concluído ainda no primeiro semestre de 2026 em todo o país.
A iniciativa abrange cerca de 25 municípios alagoanos e tem como foco verificar a ausência de vírus como o da influenza aviária e da doença de Newcastle, enfermidades que representam riscos à produção avícola e podem gerar impactos econômicos e sanitários relevantes.
Além de atender às diretrizes nacionais de sanidade animal, a ação contribui para manter o status sanitário da avicultura brasileira e reforçar a prevenção em criações de pequeno porte, consideradas estratégicas para o controle epidemiológico.
Referência: Adeal





















