Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) ↓ R$ 68,67 / kg
Soja - Indicador PR ↑ R$ 154,91 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) ↑ R$ 161,56 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 8,50 / kg
Suíno - Estadual SP ↑ R$ 5,78 / kg
Suíno - Estadual MG ↑ R$ 6,14 / kg
Suíno - Estadual PR ↑ R$ 5,37 / kg
Suíno - Estadual SC ↑ R$ 5,25 / kg
Suíno - Estadual RS ↑ R$ 5,27 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 132,51 / cx
Ovo Branco - Regional Branco ↑ R$ 135,34 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 144,73 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↑ R$ 150,55 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) ↑ R$ 124,34 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) ↑ R$ 137,51 / cx
Frango - Indicador SP ↓ R$ 8,30 / kg
Frango - Indicador SP ↑ R$ 8,31 / kg
Trigo Atacado - Regional PR ↑ R$ 1.544,33 / t
Trigo Atacado - Regional RS ↑ R$ 1.450,60 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↑ R$ 154,27 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) ↑ R$ 128,20 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) ↓ R$ 143,70 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) ↓ R$ 157,15 / cx
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Mercado

Ovo registra forte valorização no Sudeste e lidera altas na cesta básica em março

Proteína apresentou salto de 14,6% na região, superando significativamente a média nacional e consolidando-se como item de maior pressão inflacionária no período.

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Ovo registra forte valorização no Sudeste e lidera altas na cesta básica em março

O mercado de postura segue em evidência no varejo brasileiro após o fechamento dos indicadores de março. O ovo foi o principal destaque de alta entre os itens essenciais, especialmente no Sudeste, onde o índice de aumento superou o dobro da média registrada no restante do país. Enquanto o cenário nacional apontou um crescimento de 7,1% nos preços, o consumidor do Sudeste enfrentou uma escalada de 14,6%.

O movimento coloca a proteína à frente de outros itens de peso na dieta nacional, como o feijão (14,2%) e o leite UHT (12,9%), evidenciando um cenário de pressão acentuada no maior polo consumidor do Brasil.

Efeito substituição e o acumulado de 2026

A valorização do ovo ocorre em um momento de alta generalizada nas proteínas. Com a carne bovina acumulando uma alta de 6,9% entre dezembro de 2025 e março de 2026, o ovo reafirma seu papel estratégico na mesa do brasileiro. No entanto, o repasse de custos e a dinâmica de oferta e demanda elevaram o preço da proteína em 12,9% apenas no primeiro trimestre deste ano.

Analistas do setor de inteligência de consumo indicam que o cenário atual reflete uma inflação “regionalizada”, o que altera diretamente a estratégia de compra das famílias. Com o orçamento apertado por altas em outras categorias — como os legumes, que já subiram 22,9% no ano —, o consumidor tem se tornado mais seletivo, comparando preços de forma mais rigorosa e ajustando o volume das embalagens adquiridas.

Destaques Regionais no Sudeste

A variação de preços em março no Sudeste mostrou uma forte concentração em itens básicos de origem animal e vegetal:

  • Ovos: +14,6%
  • Feijão: +14,2%
  • Leite UHT: +12,9%
  • Legumes: +9,5%

Em contrapartida, houve alívio em categorias de produtos processados e bebidas, como o café (-5,5%) e a cerveja (-4,7%), o que ajudou a mitigar parcialmente o impacto no ticket médio total, mas não anulou o peso da alta nas proteínas básicas.

Perspectivas para o setor

A tendência para o próximo trimestre aponta para a manutenção de um panorama atento aos fatores sazonais. Enquanto itens industrializados mostram maior estabilidade, as proteínas animais e o setor de hortifruti seguem sensíveis ao clima e aos custos de produção. Para o setor avícola, o desafio permanece em equilibrar o repasse necessário de custos com o poder de compra do consumidor, que segue priorizando a eficiência nas gôndolas.

Fonte: Variações de Preços: Brasil & Regiões, realizado pela Neogrid.

 

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