Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) ↑ R$ 64,87 / kg
Soja - Indicador PR ↑ R$ 151,38 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) ↑ R$ 157,41 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) ↓ R$ 10,23 / kg
Suíno - Estadual SP ↓ R$ 6,90 / kg
Suíno - Estadual MG ↑ R$ 6,96 / kg
Suíno - Estadual PR ↓ R$ 5,94 / kg
Suíno - Estadual SC ↓ R$ 6,00 / kg
Suíno - Estadual RS ↑ R$ 5,92 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 129,18 / cx
Ovo Branco - Regional Branco ↓ R$ 129,26 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 142,29 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↓ R$ 139,61 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) ↓ R$ 121,02 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) ↓ R$ 132,81 / cx
Frango - Indicador SP ↓ R$ 8,24 / kg
Frango - Indicador SP ↓ R$ 8,26 / kg
Trigo Atacado - Regional PR ↑ R$ 1.569,61 / t
Trigo Atacado - Regional RS ↓ R$ 1.499,49 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↑ R$ 153,87 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) ↑ R$ 128,19 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) ↓ R$ 136,71 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) ↓ R$ 150,17 / cx
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Internacional

Brasil navega entre reabertura asiática e exigências europeias que ainda não atende

A reautorização chinesa e a projeção de US$ 45,5 milhões na Ásia coexistem com o reconhecimento oficial de defasagens regulatórias que bloqueiam acesso pleno ao mercado europeu

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Brasil navega entre reabertura asiática e exigências europeias que ainda não atende

O conjunto de movimentos desta quinta-feira (21) revela a posição estrutural do agronegócio brasileiro no comércio global de proteínas: competitivo em preço e volume para mercados menos exigentes em rastreabilidade e regulação, e ainda em processo de adequação para mercados premium que elevaram suas barreiras não tarifárias. A China reautorizou frigoríficos, a ABPA projeta crescimento na Ásia, e o MAPA anuncia abertura em Costa Rica, México e Nicarágua — enquanto, no mesmo dia, reconhece que o Brasil não atende plenamente às exigências da União Europeia para exportação de carnes.

A tensão entre esses dois vetores não é nova, mas ganhou contorno mais nítido nesta semana. A União Europeia tem aprofundado exigências de bem-estar animal, rastreabilidade individual de rebanhos e conformidade com regulações ambientais para acesso ao seu mercado de proteínas — incluindo o regulamento sobre desmatamento (EUDR), que, embora centrado em commodities vegetais, lança sombra sobre toda a cadeia de produção animal que usa soja e milho como insumos. A defasagem reconhecida pelo MAPA indica que a convergência regulatória com padrões europeus ainda exigirá investimentos em infraestrutura de fiscalização, sistemas de rastreabilidade e, possivelmente, revisão de protocolos sanitários em estabelecimentos exportadores.

No mesmo horizonte, o setor de proteína animal enfrenta um movimento de reposicionamento de produto no mercado doméstico. JBS e Seara apresentarão na APAS 2026 linhas com foco em consumo saudável — refeições prontas e bebidas com alto valor nutricional —, sinalizando aposta em segmentos premium internos. Esse movimento tem dupla leitura: responde à demanda de consumidores urbanos de maior renda e, ao mesmo tempo, prepara marcas e processos para argumentação junto a varejistas e importadores exigentes. Empresas que constroem portfólio premium no mercado doméstico tendem a ter mais facilidade para justificar processos e preços em negociações com redes europeias e asiáticas de alto padrão.

O debate sobre espécies invasoras na Câmara — que inclui tilápia e eucalipto na lista —, a aprovação de PL que regula importação de leite e a tramitação do seguro rural compõem um ambiente legislativo denso para o agronegócio no segundo semestre. Cada um desses movimentos, isolado, tem impacto setorial específico. Em conjunto, sinalizam que o Congresso está processando uma pauta regulatória ampla para o setor, com potencial de reconfigurar custos, margens e acesso a mercados em diversas cadeias simultaneamente — da aquicultura ao lácteo, passando pela suinocultura e florestal

Fonte: MAPA

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