Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) ↑ R$ 67,24 / kg
Soja - Indicador PR ↑ R$ 147,67 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) ↓ R$ 153,90 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 9,25 / kg
Suíno - Estadual SP ↑ R$ 6,31 / kg
Suíno - Estadual MG ↑ R$ 6,46 / kg
Suíno - Estadual PR ↑ R$ 5,66 / kg
Suíno - Estadual SC ↑ R$ 5,58 / kg
Suíno - Estadual RS ↑ R$ 5,62 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 141,07 / cx
Ovo Branco - Regional Branco ↑ R$ 143,86 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 150,64 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↑ R$ 162,44 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) ↑ R$ 131,98 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) ↑ R$ 145,79 / cx
Frango - Indicador SP ↑ R$ 8,38 / kg
Frango - Indicador SP ↑ R$ 8,40 / kg
Trigo Atacado - Regional PR ↑ R$ 1.538,46 / t
Trigo Atacado - Regional RS ↓ R$ 1.454,59 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↓ R$ 154,26 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) ↑ R$ 135,63 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) ↑ R$ 145,73 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) ↓ R$ 158,66 / cx
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Internacional

Brasil navega entre reabertura asiática e exigências europeias que ainda não atende

A reautorização chinesa e a projeção de US$ 45,5 milhões na Ásia coexistem com o reconhecimento oficial de defasagens regulatórias que bloqueiam acesso pleno ao mercado europeu

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Brasil navega entre reabertura asiática e exigências europeias que ainda não atende

O conjunto de movimentos desta quinta-feira (21) revela a posição estrutural do agronegócio brasileiro no comércio global de proteínas: competitivo em preço e volume para mercados menos exigentes em rastreabilidade e regulação, e ainda em processo de adequação para mercados premium que elevaram suas barreiras não tarifárias. A China reautorizou frigoríficos, a ABPA projeta crescimento na Ásia, e o MAPA anuncia abertura em Costa Rica, México e Nicarágua — enquanto, no mesmo dia, reconhece que o Brasil não atende plenamente às exigências da União Europeia para exportação de carnes.

A tensão entre esses dois vetores não é nova, mas ganhou contorno mais nítido nesta semana. A União Europeia tem aprofundado exigências de bem-estar animal, rastreabilidade individual de rebanhos e conformidade com regulações ambientais para acesso ao seu mercado de proteínas — incluindo o regulamento sobre desmatamento (EUDR), que, embora centrado em commodities vegetais, lança sombra sobre toda a cadeia de produção animal que usa soja e milho como insumos. A defasagem reconhecida pelo MAPA indica que a convergência regulatória com padrões europeus ainda exigirá investimentos em infraestrutura de fiscalização, sistemas de rastreabilidade e, possivelmente, revisão de protocolos sanitários em estabelecimentos exportadores.

No mesmo horizonte, o setor de proteína animal enfrenta um movimento de reposicionamento de produto no mercado doméstico. JBS e Seara apresentarão na APAS 2026 linhas com foco em consumo saudável — refeições prontas e bebidas com alto valor nutricional —, sinalizando aposta em segmentos premium internos. Esse movimento tem dupla leitura: responde à demanda de consumidores urbanos de maior renda e, ao mesmo tempo, prepara marcas e processos para argumentação junto a varejistas e importadores exigentes. Empresas que constroem portfólio premium no mercado doméstico tendem a ter mais facilidade para justificar processos e preços em negociações com redes europeias e asiáticas de alto padrão.

O debate sobre espécies invasoras na Câmara — que inclui tilápia e eucalipto na lista —, a aprovação de PL que regula importação de leite e a tramitação do seguro rural compõem um ambiente legislativo denso para o agronegócio no segundo semestre. Cada um desses movimentos, isolado, tem impacto setorial específico. Em conjunto, sinalizam que o Congresso está processando uma pauta regulatória ampla para o setor, com potencial de reconfigurar custos, margens e acesso a mercados em diversas cadeias simultaneamente — da aquicultura ao lácteo, passando pela suinocultura e florestal

Fonte: MAPA

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