Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) ↑ R$ 67,35 / kg
Soja - Indicador PR ↑ R$ 148,31 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) ↓ R$ 154,75 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 9,46 / kg
Suíno - Estadual SP ↑ R$ 6,55 / kg
Suíno - Estadual MG ↑ R$ 6,67 / kg
Suíno - Estadual PR ↑ R$ 5,78 / kg
Suíno - Estadual SC ↑ R$ 5,72 / kg
Suíno - Estadual RS ↑ R$ 5,73 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 141,38 / cx
Ovo Branco - Regional Branco ↑ R$ 144,11 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 152,36 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↑ R$ 163,60 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) ↑ R$ 132,26 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) ↑ R$ 145,83 / cx
Frango - Indicador SP ↑ R$ 8,38 / kg
Frango - Indicador SP ↓ R$ 8,39 / kg
Trigo Atacado - Regional PR ↑ R$ 1.562,68 / t
Trigo Atacado - Regional RS ↑ R$ 1.468,08 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↑ R$ 154,63 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) ↑ R$ 136,46 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) ↑ R$ 145,73 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) ↓ R$ 158,66 / cx
Destaque Todas Páginas
Mercado Internacional

Argentina retoma status sanitário e se declara livre da Influenza aviária

Reconhecimento abre caminho para reativação das exportações e reforça papel do país no mercado internacional

Compartilhar essa notícia
Argentina retoma status sanitário e se declara livre da Influenza aviária

A Argentina voltou a ser considerada livre da influenza aviária altamente patogênica (IAAP), após o encerramento dos últimos focos em granjas comerciais e a comunicação oficial aos organismos internacionais de saúde animal. O reconhecimento foi anunciado em abril pelo Serviço Nacional de Saúde e Qualidade Agroalimentar (Senasa), depois de mais de 28 dias sem registro de novos casos.

A recuperação do status representa um marco para a avicultura do país, especialmente no comércio exterior. Com a nova condição sanitária, a Argentina pode retomar negociações com mercados que haviam suspendido ou restringido a importação de carne de aves, ovos e derivados durante o período de crise.

Segundo o Senasa, o relatório enviado à Organização Mundial de Saúde Animal detalha as ações adotadas desde a detecção dos primeiros casos, incluindo vigilância epidemiológica, medidas de contenção e protocolos sanitários aplicados após a confirmação dos surtos.

Reabertura de mercados depende de confiança sanitária

Os focos da doença foram registrados nos municípios de Ranchos, Lobos e Bolívar, na província de Buenos Aires, e em Alejo Ledesma, em Córdoba. As autoridades adotaram medidas como o despovoamento das granjas afetadas, descarte de materiais contaminados e processos rigorosos de limpeza e desinfecção.

Sem novos registros dentro do período exigido, o país voltou a atender aos critérios estabelecidos pelo Código Sanitário para os Animais Terrestres, condição essencial para a retomada plena das exportações.

Para o setor, o reconhecimento vai além da questão técnica. A manutenção de mercados internacionais depende diretamente da credibilidade sanitária. Sem esse aval, compradores suspendem automaticamente as importações.

O diretor executivo do Centro de Empresas Procesadoras Avícolas (CEPA), Carlos Sinesi, destacou a importância da medida para a continuidade das exportações e a reabertura de mercados. Segundo ele, o restabelecimento do status permite avançar também em acordos de zoneamento com países que ainda não adotam esse modelo.

Sinesi afirmou que a retomada fortalece a geração de divisas e contribui para o emprego nas regiões produtoras, ao permitir que o setor volte a operar com maior previsibilidade no comércio internacional.

Apesar do avanço, representantes da cadeia produtiva ressaltam que o desafio continua. A nova fase exige vigilância constante e reforço das medidas de biossegurança para evitar novos surtos.

Desde 2023, o país enfrentou sucessivas restrições comerciais por conta da doença, incluindo suspensões impostas por mercados como China, União Europeia e Chile. O episódio mais severo ocorreu em 2023, quando as exportações para a China ficaram interrompidas por quase dois anos.

Mesmo durante os períodos de restrição, parte das exportações foi mantida graças a acordos de regionalização e zoneamento, que permitem o comércio a partir de áreas não afetadas.

A expectativa é que, com o restabelecimento do status sanitário, a Argentina consolide a recuperação do setor e avance na normalização das relações comerciais no mercado global de proteína avícola.

Fonte: Food agribusiness

Assuntos Relacionados
ArgentinaAviculturaboletimAIinfluenza aviáriaNews
Mais lidas

Relacionados

SI – edição 331
AI – 1345
SI- edição 330
AI – Edição 1344
SI – Edição 329