Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) ↓ R$ 68,67 / kg
Soja - Indicador PR ↑ R$ 154,91 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) ↑ R$ 161,56 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 8,50 / kg
Suíno - Estadual SP ↑ R$ 5,78 / kg
Suíno - Estadual MG ↑ R$ 6,14 / kg
Suíno - Estadual PR ↑ R$ 5,37 / kg
Suíno - Estadual SC ↑ R$ 5,25 / kg
Suíno - Estadual RS ↑ R$ 5,27 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 132,51 / cx
Ovo Branco - Regional Branco ↑ R$ 135,34 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 144,73 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↑ R$ 150,55 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) ↑ R$ 124,34 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) ↑ R$ 137,51 / cx
Frango - Indicador SP ↓ R$ 8,30 / kg
Frango - Indicador SP ↑ R$ 8,31 / kg
Trigo Atacado - Regional PR ↑ R$ 1.544,33 / t
Trigo Atacado - Regional RS ↑ R$ 1.450,60 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↑ R$ 154,27 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) ↑ R$ 128,20 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) ↓ R$ 143,70 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) ↓ R$ 157,15 / cx
Destaque Todas Páginas
Subvenção

Plano Safra 2026/27 entra no debate com pedido de R$ 27 bilhões para equalização de juros

FPA pressiona governo por reforço no crédito rural e alerta para perda de efetividade do programa

Compartilhar essa notícia
Plano Safra 2026/27 entra no debate com pedido de R$ 27 bilhões para equalização de juros

A discussão sobre o Plano Safra 2026/27 ganhou força após a Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) solicitar ao Ministério da Agricultura um reforço significativo nos recursos destinados à equalização de juros. A bancada pede ao menos R$ 27 bilhões para a subvenção das taxas do crédito rural, valor considerado essencial para garantir que o programa cumpra seu papel de financiar a produção com condições acessíveis.

Atualmente, o Plano Safra tem enfrentado críticas quanto à sua efetividade. Apesar dos números elevados anunciados pelo governo, parlamentares apontam que parte expressiva dos recursos não chega ao produtor nas condições esperadas, principalmente em um cenário de juros altos e maior restrição por parte das instituições financeiras. Para a FPA, sem um orçamento robusto para equalização, o plano perde sua capacidade de impacto no campo.

Dependência crescente preocupa setor

Na avaliação da bancada, o modelo atual do Plano Safra tem se tornado cada vez mais dependente de recursos privados, o que eleva o custo do crédito e reduz o alcance das linhas oficiais. No ciclo 2025/26, dos R$ 594 bilhões anunciados, apenas cerca de R$ 157 bilhões contaram com subvenção direta, evidenciando a menor participação do Tesouro Nacional no financiamento.

Esse cenário tem levado produtores a recorrerem a instrumentos como as Cédulas de Produto Rural (CPRs), que ganharam espaço nos últimos anos. Ao mesmo tempo, programas tradicionais de investimento, como Moderfrota e Proirriga, registram ritmo mais lento de contratações, reflexo da limitação de recursos equalizados.

Durante reunião com o ministro da Agricultura, André de Paula, a FPA também defendeu medidas complementares para o próximo Plano Safra, como a criação de uma linha emergencial de custeio, a manutenção das exigibilidades bancárias e a garantia de taxas de juros mais competitivas.

Para os parlamentares, o desafio não está apenas no volume total anunciado, mas na capacidade real do Plano Safra de chegar ao produtor com condições viáveis. Sem ajustes na estrutura de financiamento e maior participação do orçamento público, a avaliação é de que o programa corre o risco de se tornar menos relevante para sustentar a produção agropecuária.

Fonte: FPA

Assuntos Relacionados
boletimAIplano safra
Mais lidas

Relacionados

SI – edição 331
AI – 1345
SI- edição 330
AI – Edição 1344
SI – Edição 329