Reunião com representantes em 39 países destaca abertura de mercados e atuação em negociações globais
Rede de adidos agrícolas reforça estratégia internacional do agro brasileiro

O ministro da Agricultura e Pecuária, André de Paula, reuniu-se por videoconferência com os 39 adidos agrícolas que representam o Brasil no exterior para discutir oportunidades e desafios do agronegócio, além de alinhar estratégias voltadas à ampliação e manutenção de mercados.
Durante o encontro, o ministro destacou o papel estratégico dos adidos na presença internacional do setor. “Ouço, de forma muito recorrente, tanto elogios à atuação de cada um de vocês quanto relatos sobre a importância do trabalho que desempenham nos países onde atuam”.
Os adidos agrícolas integram o quadro do Ministério da Agricultura e Pecuária e atuam em representações diplomáticas brasileiras, prestando assessoramento técnico em temas ligados ao agronegócio. Entre as atribuições estão o apoio à abertura de mercados, a identificação de oportunidades comerciais e o acompanhamento de exigências sanitárias e regulatórias.
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A atuação da rede tem contribuído para resultados expressivos. Desde 2023, foram registradas 639 aberturas de mercado e mais de 250 ampliações de acesso para produtos agropecuários brasileiros em diferentes destinos internacionais.
Mercados
Durante a reunião, os representantes apresentaram análises sobre os mercados em que atuam. A adida agrícola em Washington, Ana Lúcia Viana, destacou a relevância da América do Norte para o comércio brasileiro. “Junto, representam um dos principais destinos para as exportações do agronegócio brasileiro”.
Parte da rede atua em organismos multilaterais estratégicos para o país, acompanhando temas relacionados ao comércio agrícola internacional. Esse monitoramento contribui para a antecipação de medidas que podem impactar o fluxo de exportações e fortalece a participação brasileira nos debates globais.
No continente africano, o Brasil tem ampliado sua presença como parceiro no desenvolvimento agrícola. O adido no Egito, Rafael Mohana, ressaltou o reconhecimento da atuação brasileira na região. “Temos uma trajetória que dialoga diretamente com os desafios africanos: agricultura tropical, produção em região de savana, recuperação e correção de solos, defesa agropecuária, pesquisa pública, cooperativismo, agricultura familiar, integração entre eficiência e produção, e uma experiência reconhecida de aumento de produtividade com sustentabilidade”.
Segundo ele, o Egito se destaca como parceiro comercial relevante para produtos como carnes, cereais, açúcar, lácteos, café e insumos agropecuários.
Articulação
A Secretaria de Comércio e Relações Internacionais foi apontada como peça-chave na coordenação da rede, promovendo o alinhamento entre o ministério, o setor produtivo e os parceiros internacionais. A atuação conjunta com o Ministério das Relações Exteriores também fortalece a presença dos adidos nas embaixadas e amplia a interlocução com autoridades estrangeiras.
Ao final do encontro, foi reforçada a importância da atuação técnica e permanente desses profissionais para a defesa dos interesses brasileiros no exterior, com impacto direto na ampliação de oportunidades e no fortalecimento das negociações comerciais do agronegócio.
Fonte: MAPA























