Novo registro em ave migratória reforça alerta sanitário e leva país a intensificar medidas para evitar a entrada do vírus na produção comercial
Austrália confirma segundo caso de influenza aviária no continente e reforça medidas de contenção

A Austrália confirmou nesta segunda-feira, 22 de junho, o segundo caso de influenza aviária altamente patogênica H5N1 em seu território continental, poucos dias após o primeiro registro. A nova ocorrência foi identificada no estado da Austrália Ocidental, levando as autoridades a intensificarem as ações de controle e prevenção.
O caso mais recente envolve um petrel-gigante-do-norte, ave marinha migratória encontrada doente em uma praia remota. Dias antes, um mandrião-pardo também havia testado positivo para o vírus na mesma região, nas proximidades da cidade costeira de Esperance, situada a cerca de 570 quilômetros a sudeste de Perth.
Diante da confirmação, o governo australiano afirmou que mantém monitoramento constante e trabalha em conjunto com a cadeia produtiva de aves para reforçar a biossegurança. A ministra da Agricultura, Julie Collins, destacou que as medidas buscam evitar a entrada do vírus nos sistemas comerciais, embora não haja garantia de que isso possa ser impedido de forma definitiva.
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Até este ano, a Austrália não havia registrado casos de H5N1 em seu território continental. O vírus havia sido identificado apenas no fim de 2025 na Ilha Heard, território subantártico localizado a aproximadamente 4 mil quilômetros do continente.
A disseminação global da gripe aviária tem provocado impactos relevantes na produção de alimentos, com o abate de milhões de aves ao redor do mundo e pressão sobre os preços. Apesar disso, as infecções em humanos permanecem raras.
Como parte da estratégia preventiva, o país ampliou a testagem de aves costeiras, reforçou protocolos sanitários em granjas, vacinou espécies consideradas mais vulneráveis e realizou simulações de resposta a possíveis surtos.
No setor produtivo, a empresa Inghams anunciou a adoção de bloqueio preventivo em todas as suas fazendas e unidades de processamento na Austrália Ocidental. A companhia informou que não há registros do vírus em aves comerciais, incluindo suas operações e fornecedores.
Fonte: Reuters























