Comissão detalha metas para expandir a produção de frango e ovos até 2030, incluindo flexibilização do uso da terra
Azerbaijão mira em atingir 100% de autossuficiência na avicultura

O governo do Azerbaijão formalizou o lançamento de um amplo programa voltado a reestruturar e expandir a avicultura nacional. Integrado ao Plano Estatal para o Desenvolvimento da Produção e Processamento Agrícola (2026-2030), o projeto pretende zerar a dependência de importações, elevando o índice de autossuficiência em carne de aves dos atuais 80% para a totalidade da demanda interna até o final desta década.
De acordo com projeções apresentadas pelo Centro de Pesquisa Agrária do país, as metas estipuladas fixam um crescimento obrigatório de 30% na produção de carne de frango e de 27% na oferta de ovos nos próximos quatro anos.
Subsídios inéditos e foco em ovos férteis
Para dar sustentação financeira ao plano e estimular o investimento privado, as autoridades azerbaijanas estruturaram um pacote de incentivos fiscais e operacionais. Pela primeira vez na história do país asiático, o Estado concederá auxílio financeiro direto para a aquisição de ovos férteis e outros insumos de linhagem genética avançada.
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O pacote de fomento abrange:
Suporte ao Crédito: Financiamentos preferenciais com juros reduzidos para a compra de maquinários e modernização de aviários;
Industrialização: Liberação de linhas de crédito especiais para a construção de uma planta moderna focada no processamento avançado de subprodutos de ovos;
Genética: Apoio financeiro integral para o fortalecimento das atividades de reprodução e seleção de plantéis locais.
Boom na demanda e gargalos logísticos com terras
Os investimentos públicos respondem a uma mudança significativa no comportamento do mercado consumidor local. Dados da Associação de Produtores e Exportadores de Carne e Ovos de Aves do Azerbaijão indicam que a busca doméstica por carne de frango praticamente dobrou desde 2016, saltando de um teto histórico de 110 mil toneladas anuais para as atuais 180 mil toneladas por ano. O consumo per capita no país estabilizou-se na faixa de 18 a 19 kg anuais por habitante.
Mesmo com um ritmo de crescimento recente — fechando o último balanço anual com 85.100 toneladas de carne processada pelas indústrias e 2,34 bilhões de ovos colhidos —, os produtores esbarravam na burocracia imobiliária para expandir suas instalações.
Muitas granjas possuíam grandes extensões territoriais classificadas apenas para o cultivo agrícola comum, sendo proibidas por lei de construir novos galpões industriais. Para solucionar o impasse, o novo programa estatal traz medidas emergenciais que prometem desburocratizar e acelerar a conversão legal das normas de uso do solo, liberando as áreas travadas para a expansão física dos complexos avícolas.
Fonte: Poultry World























