Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) ↓ R$ 69,20 / kg
Soja - Indicador PR ↑ R$ 153,90 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) ↑ R$ 161,27 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 8,50 / kg
Suíno - Estadual SP ↑ R$ 5,78 / kg
Suíno - Estadual MG ↑ R$ 6,13 / kg
Suíno - Estadual PR ↑ R$ 5,37 / kg
Suíno - Estadual SC ↑ R$ 5,21 / kg
Suíno - Estadual RS ↑ R$ 5,24 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 132,51 / cx
Ovo Branco - Regional Branco ↑ R$ 133,05 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 144,11 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↑ R$ 147,25 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) ↑ R$ 124,34 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) ↑ R$ 137,51 / cx
Frango - Indicador SP ↓ R$ 8,31 / kg
Frango - Indicador SP ↓ R$ 8,28 / kg
Trigo Atacado - Regional PR ↑ R$ 1.536,73 / t
Trigo Atacado - Regional RS ↑ R$ 1.447,51 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↑ R$ 154,27 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) ↑ R$ 126,99 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) ↑ R$ 143,73 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) ↑ R$ 157,69 / cx
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Exportação

Suspensão da UE a carnes, ovos, mel e pescado brasileiros entra em vigor

Bloqueio em vigor desde 3 de setembro coloca em risco US$ 392 milhões em exportações do Paraná e força reação coordenada de governo e entidades

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Suspensão da UE a carnes, ovos, mel e pescado brasileiros entra em vigor

Entrou em vigor nesta quinta-feira, 3 de setembro, a suspensão da União Europeia às importações de carne, frango, ovos, mel e peixe do Brasil. A medida atinge diretamente as cadeias de aves, suínos e aquicultura, que passaram as últimas semanas tentando reverter a restrição diante da relevância do mercado europeu para a proteína animal brasileira. O Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA) publicou posição oficial sobre o tema, confirmando que a carne de frango — principal produto de proteína animal exportado pelo Brasil ao bloco — é o item mais exposto.

O impacto regional já está dimensionado. Segundo levantamento citado pela CNN Brasil, o embargo ameaça US$ 392 milhões em exportações de carnes do Paraná, maior estado produtor de aves e suínos do país. A cifra dá escala ao problema: não se trata de barreira marginal, mas de bloqueio com efeito direto sobre plantas industriais, integrações e municípios dependentes da agroindústria avícola e suinícola.

A antecipação dos importadores europeus amorteceu o choque inicial. A ASGAV informou que as compras europeias de frango brasileiro subiram 77% antes da entrada em vigor da restrição, movimento confirmado pela ABPA, segundo o Canal Rural. A corrida por embarques reduziu o risco imediato de excesso de oferta no mercado interno, mas não elimina o problema estrutural: a partir de agora, o fluxo regular para o bloco está interrompido, e o excedente tende a pressionar preços domésticos se não houver realocação.

As reações institucionais vieram em sequência. A CNA alertou para os prejuízos ao setor e cobrou providências do governo federal para reverter a medida. A ABPA, por sua vez, advertiu que a ausência do frango brasileiro pode pressionar os preços da proteína na própria Europa — argumento que a entidade deve usar na negociação com Bruxelas. Análise publicada pela Folha de S.Paulo reforça o ponto: entre as carnes atingidas, é o frango, e não o boi, que concentra a maior vulnerabilidade comercial brasileira.

Da Redação

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