Bloqueio em vigor desde 3 de setembro coloca em risco US$ 392 milhões em exportações do Paraná e força reação coordenada de governo e entidades
Suspensão da UE a carnes, ovos, mel e pescado brasileiros entra em vigor

Entrou em vigor nesta quinta-feira, 3 de setembro, a suspensão da União Europeia às importações de carne, frango, ovos, mel e peixe do Brasil. A medida atinge diretamente as cadeias de aves, suínos e aquicultura, que passaram as últimas semanas tentando reverter a restrição diante da relevância do mercado europeu para a proteína animal brasileira. O Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA) publicou posição oficial sobre o tema, confirmando que a carne de frango — principal produto de proteína animal exportado pelo Brasil ao bloco — é o item mais exposto.
O impacto regional já está dimensionado. Segundo levantamento citado pela CNN Brasil, o embargo ameaça US$ 392 milhões em exportações de carnes do Paraná, maior estado produtor de aves e suínos do país. A cifra dá escala ao problema: não se trata de barreira marginal, mas de bloqueio com efeito direto sobre plantas industriais, integrações e municípios dependentes da agroindústria avícola e suinícola.
A antecipação dos importadores europeus amorteceu o choque inicial. A ASGAV informou que as compras europeias de frango brasileiro subiram 77% antes da entrada em vigor da restrição, movimento confirmado pela ABPA, segundo o Canal Rural. A corrida por embarques reduziu o risco imediato de excesso de oferta no mercado interno, mas não elimina o problema estrutural: a partir de agora, o fluxo regular para o bloco está interrompido, e o excedente tende a pressionar preços domésticos se não houver realocação.
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As reações institucionais vieram em sequência. A CNA alertou para os prejuízos ao setor e cobrou providências do governo federal para reverter a medida. A ABPA, por sua vez, advertiu que a ausência do frango brasileiro pode pressionar os preços da proteína na própria Europa — argumento que a entidade deve usar na negociação com Bruxelas. Análise publicada pela Folha de S.Paulo reforça o ponto: entre as carnes atingidas, é o frango, e não o boi, que concentra a maior vulnerabilidade comercial brasileira.
Da Redação
























