Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) R$ 69,74 / kg
Soja - Indicador PR R$ 155,50 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) R$ 161,93 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 8,05 / kg
Suíno - Estadual SP R$ 5,20 / kg
Suíno - Estadual MG R$ 5,46 / kg
Suíno - Estadual PR R$ 4,63 / kg
Suíno - Estadual SC R$ 4,85 / kg
Suíno - Estadual RS R$ 4,75 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 132,33 / cx
Ovo Branco - Regional Branco R$ 132,55 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 143,81 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho R$ 146,96 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) R$ 123,67 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) R$ 137,16 / cx
Frango - Indicador SP R$ 8,32 / kg
Frango - Indicador SP R$ 8,35 / kg
Trigo Atacado - Regional PR R$ 1.535,23 / t
Trigo Atacado - Regional RS R$ 1.419,47 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho R$ 153,67 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) R$ 129,07 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) R$ 140,69 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) R$ 154,50 / cx
Destaque Todas Páginas
Fala Agro

Resistência antimicrobiana: a ameaça global que virou oportunidade para o Brasil, por Leonardo Thielo de La Vega

Bem-estar animal, uso racional de antimicrobianos e certificações independentes podem fortalecer a presença das carnes brasileiras nos mercados internacionais

Compartilhar essa notícia
Resistência antimicrobiana: a ameaça global que virou oportunidade para o Brasil, por Leonardo Thielo de La Vega

A resistência aos antimicrobianos é um dos grandes desafios globais de saúde pública e está diretamente relacionada à forma como produzimos alimentos. Antibióticos são ferramentas importantes para tratar doenças e preservar a saúde e o bem-estar dos animais, mas seu uso inadequado ou excessivo aumenta a pressão para o desenvolvimento de bactérias resistentes, com consequências que ultrapassam a produção animal e alcançam a saúde pública. Para o Brasil, um dos maiores produtores e exportadores de proteína animal do mundo, esse tema merece atenção também pela oportunidade de demonstrar a qualidade dos nossos sistemas produtivos.

O Brasil avançou significativamente em bem-estar animal, biosseguridade, saúde e eficiência produtiva nas cadeias de aves, suínos e bovinos. Esses avanços têm relação direta com o uso de medicamentos. Animais mantidos em boas condições de nutrição, ambiente, saúde e manejo estão menos sujeitos a doenças e, consequentemente, necessitam de menos intervenções terapêuticas. Nesse sentido, o bem-estar animal também deve ser entendido como parte da estratégia de enfrentamento à resistência antimicrobiana, porque prevenir doenças é uma das formas mais consistentes de reduzir a necessidade de antibióticos.

Essa relação coloca o Brasil em uma posição interessante. O país já possui políticas e programas voltados ao uso responsável de antimicrobianos e sistemas produtivos que trabalham de forma consistente com prevenção, biosseguridade e uso racional desses medicamentos. Naturalmente há diferenças entre cadeias e modelos de produção, mas existem experiências muito positivas e uma base produtiva capaz de avançar ainda mais nessa direção. Para boa parte da produção brasileira, portanto, o uso racional de antimicrobianos não representa uma mudança radical de modelo, mas o fortalecimento de práticas que já fazem parte da evolução dos nossos sistemas de produção.

Esse atributo ganha importância diante de compradores como União Europeia, Estados Unidos e grandes mercados da Ásia e do Oriente Médio. A competitividade das carnes brasileiras não precisa ser discutida apenas em termos de preço, volume e capacidade de produção. Saúde animal, bem-estar, biosseguridade e uso responsável de antimicrobianos também podem diferenciar o produto brasileiro. Mas, para que esses padrões de produção sejam reconhecidos como atributos do produto final, é preciso demonstrá-los de forma objetiva e confiável. É nesse ponto que as certificações auditadas por terceiros ganham força, ao atestar as práticas de campo e comunicar com transparência essas características a compradores e consumidores.

O Brasil tem, portanto, a oportunidade de transformar práticas que já existem no campo e na indústria em valor percebido pelo mercado. Em um cenário cada vez mais atento à resistência antimicrobiana, combinar bons sistemas produtivos com mecanismos confiáveis de verificação pode agregar valor e fortalecer a presença da proteína brasileira nos mercados mais restritivos.

Leonardo Thielo de La Vega.

Assuntos Relacionados
boletimAIFala Agro
Mais lidas

Relacionados

AI – 1345
SI- edição 330
AI – Edição 1344
SI – Edição 329
AI – 1343