Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) ↓ R$ 68,58 / kg
Soja - Indicador PR ↓ R$ 154,35 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) ↓ R$ 160,90 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 8,50 / kg
Suíno - Estadual SP ↑ R$ 5,84 / kg
Suíno - Estadual MG ↑ R$ 6,18 / kg
Suíno - Estadual PR ↑ R$ 5,44 / kg
Suíno - Estadual SC ↑ R$ 5,33 / kg
Suíno - Estadual RS ↑ R$ 5,28 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 133,11 / cx
Ovo Branco - Regional Branco ↑ R$ 135,34 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) ↓ R$ 144,04 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↑ R$ 150,55 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) ↓ R$ 124,06 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) ↑ R$ 137,51 / cx
Frango - Indicador SP ↓ R$ 8,30 / kg
Frango - Indicador SP ↑ R$ 8,31 / kg
Trigo Atacado - Regional PR ↓ R$ 1.538,31 / t
Trigo Atacado - Regional RS ↑ R$ 1.450,60 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↑ R$ 154,27 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) ↑ R$ 128,20 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) ↓ R$ 143,70 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) ↓ R$ 155,66 / cx
Destaque Todas Páginas
Negócios

Vylor estreia independente da Corteva e aposta no Brasil e na edição gênica

Empresa de sementes e genética prevê 12 novas plataformas tecnológicas para milho, soja e trigo na próxima década, com primeiros lançamentos a partir da safra 2028/29

Compartilhar essa notícia
Vylor estreia independente da Corteva e aposta no Brasil e na edição gênica

A Vylor, companhia de sementes e genética que começou a operar de forma independente nesta quinta-feira (01/10), após a separação da Corteva, elegeu o Brasil como uma de suas prioridades para pesquisa e comercialização de novas tecnologias. As ações da empresa estrearam no mesmo dia na Bolsa de Nova York (NYSE), com o código VYLR.

De acordo com William Weber, presidente da unidade comercial Brasil e Paraguai, o país ocupa hoje a segunda posição em relevância para os negócios globais da companhia. “Brasil é um dos nossos focos de crescimento e onde estaremos desenvolvendo nossas novas tecnologias”, afirmou o executivo durante coletiva de imprensa em São Paulo.

Meta de um terço do mercado de licenciamento de soja

Outra frente de expansão no país é o licenciamento de tecnologias. O diretor de Marketing da Vylor, Anelcindo Souza, explicou que a empresa já detém participação de dois dígitos no mercado brasileiro de tecnologias licenciadas de soja e quer alcançar um terço desse segmento até 2030.

A companhia estima seu portfólio de tecnologias em US$ 19 bilhões. Ao todo, são 12 novas plataformas em desenvolvimento para milho, soja e trigo, organizadas em quatro linhas de trabalho: controle de insetos, tolerância a herbicidas para manejo de plantas daninhas, resistência a doenças e tolerância a condições climáticas extremas. Parte desse pacote deve chegar ao mercado a partir da safra 2028/29, enquanto outros projetos têm previsão apenas para a próxima década.

Edição gênica como principal aposta

A edição gênica está entre as linhas prioritárias de pesquisa. Neste primeiro momento, os esforços estão voltados à resistência a doenças, mas o portfólio também inclui estudos ligados à maturidade dos grãos. Milho e soja abrem caminho por serem as culturas em que a empresa tem mais experiência, mas a ideia é ampliar o uso da ferramenta.

“Estamos colocando todas as nossas forças em edição gênica”, disse Souza, citando canola, arroz, trigo, sorgo e mostarda entre as culturas que poderão se beneficiar ao longo do tempo.

Weber afirmou que a Vylor mantém uma das maiores estruturas privadas do mundo nessa área. “Nós só ficamos atrás de um país inteiro, que é a China”, declarou. A base desse trabalho é uma biblioteca genética com mais de 1 milhão de linhagens, usada nos programas de melhoramento.

O que vem para cada cultura

Na soja, estão previstas quatro novas plataformas até 2035. Uma delas será desenvolvida especificamente para a América Latina, unindo genética e controle de insetos de amplo espectro. O pipeline também inclui resistência à ferrugem asiática e uma soja editada geneticamente para resistir a múltiplas doenças.

No milho, são sete plataformas a partir de 2028, incluindo uma tecnologia focada em produtividade e estabilidade de rendimento, um milho com resistência a múltiplas doenças via edição gênica e o milho de baixa estatura.

No trigo, a empresa planeja levar à América do Norte, no fim de 2027, um sistema para desenvolvimento de trigo híbrido que, segundo a Vylor, apresentou ganhos de produtividade e estabilidade em testes nos últimos anos.

Mostarda indiana e biocombustíveis

A companhia também avança para além das três grandes culturas. Neste ano, lança no Brasil a mostarda indiana, que se conecta à estratégia de biocombustíveis da empresa. A Vylor mantém uma joint venture com a bp para desenvolver matérias-primas destinadas à produção de SAF, o combustível sustentável de aviação.

Foco no longo prazo

Com a separação, a Vylor passa a concentrar suas operações em sementes, genética e biotecnologia. Segundo os executivos, a estratégia não mira resultados imediatos, mas programas de pesquisa e melhoramento de ciclo longo, com produtos que devem chegar ao campo gradualmente nos próximos anos.

 

Da Redação, com informações da CNN

Assuntos Relacionados
boletimAInegócios
Mais lidas

Relacionados

SI – edição 331
AI – 1345
SI- edição 330
AI – Edição 1344
SI – Edição 329