Santa Maria de Jetibá segue como maior produtora de ovos do país, segundo o IBGE, e o estado produziu 122 mil toneladas de frango em 2025, de acordo com a AVES
Avicultura do ES se destaca com liderança em ovos e cadeia de frango voltada ao mercado local

A Pesquisa da Pecuária Municipal (PPM) 2025, divulgada pelo IBGE em 30 de setembro, confirmou o peso da avicultura capixaba no cenário nacional. Santa Maria de Jetibá manteve a liderança na produção de ovos, com 352,5 milhões de dúzias em 2025, à frente de Bastos (SP), São Bento do Una (PE), Primavera do Leste (MT) e Santo Antônio do Monte (MG). Ao todo, 5.455 municípios brasileiros registraram produção de ovos no ano.
O município também lidera o efetivo de galináceos, com 18,4 milhões de aves, mais de 890 mil a mais que em 2024. Desse total, 15,1 milhões são galinhas poedeiras.
Para a Associação dos Avicultores do Espírito Santo (AVES), a produção de Santa Maria de Jetibá é ainda maior que a registrada pelo IBGE. Pelos cálculos da entidade, com base em dados do setor de postura, o município produziu 392,6 milhões de dúzias em 2025. “Mesmo com essa diferença, o município e o Espírito Santo mostram sua relevância no mercado nacional”, afirma o diretor executivo da AVES, Nélio Hand.
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Recorde nacional
O resultado capixaba acompanha a expansão da avicultura de postura no país. Segundo o IBGE, o Brasil produziu o recorde de 5,7 bilhões de dúzias de ovos em 2025, alta de 5,7%, e o valor da produção chegou a R$ 36,4 bilhões, aumento de 13,9%. O efetivo de galinhas no país cresceu 5,8% e chegou a 293,3 milhões.
Frango de corte abastece o mercado capixaba
Além dos ovos, o estado tem uma cadeia de frango de corte relevante para a economia local. Segundo a AVES, o Espírito Santo produziu 122 mil toneladas de frango abatido em 2025. A maior parte, 76%, fica no próprio estado. Outros 21% vão para estados vizinhos, principalmente Bahia, Rio de Janeiro e Minas Gerais, e 3% são exportados para destinos como Hong Kong, Singapura, África do Sul, Angola e Suriname.
Hand destaca que ovos e frango são cadeias complementares, ambas importantes para a geração de emprego e renda no estado.
Desafios
Entre os principais pontos de atenção estão o custo da ração e a logística. O Espírito Santo depende de milho de outras regiões, o que aumenta o impacto do frete e das oscilações de preço. A sanidade também exige investimento contínuo em biosseguridade, sobretudo para prevenir a influenza aviária. “O principal desafio hoje é manter a competitividade diante de custos que podem oscilar bastante e de um mercado que nem sempre acompanha essa variação”, afirma Hand.
Da Redação, com informações do IBGE e da AVES
























