Segundo Augusto Billy, a regionalização sanitária evitou perdas de cerca de US$ 954 milhões por ano em exportações; a votação europeia sobre a volta do frango brasileiro deve ficar para novembro
Focos de Newcastle não afetam negociação com a UE, diz secretário do Mapa

Os focos da doença de Newcastle em Santa Catarina não interferem nas negociações para a retomada das exportações de carne de aves para a União Europeia. A avaliação é do secretário de Comércio e Relações Internacionais do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), Augusto Billy, em entrevista ao Canal Rural nesta quinta-feira (29).
Segundo o secretário, foram identificados três focos da doença em municípios catarinenses, todos restritos a áreas específicas. Ele explica que as questões são separadas: a União Europeia já evita importar produtos da área afetada, e a regionalização sanitária limita os impactos comerciais.
US$ 954 milhões preservados
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De acordo com o Mapa, a regionalização evitou perdas estimadas em cerca de US$ 954 milhões por ano nas exportações brasileiras, já que vários países restringiram apenas os produtos de Santa Catarina, e não de todo o Brasil. Os principais mercados preservados foram:
- China: US$ 485 milhões.
- Arábia Saudita: US$ 293 milhões.
- Argentina: US$ 57 milhões.
Billy afirmou que não houve novos casos além dos já identificados e que as consequências atuais são menores do que em episódios anteriores.
Expectativa com a Europa
O secretário se disse otimista com a retomada das exportações de carne de aves e de mel para a União Europeia e espera que o comitê europeu responsável vote a aprovação em novembro.
O presidente da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), Ricardo Santin, também se reuniu com o ministro André de Paula, que reforçou que a defesa agropecuária é prioridade da pasta.
Com informações do Canal Rural
























