Recuperação em outubro sucede três meses de queda; fretes e acesso ao cereal completam a leitura dos custos
Milho mais barato melhora poder de compra dos produtores paulistas de ovos

O poder de compra dos avicultores paulistas frente ao milho melhorou em outubro de 2026, após três meses de queda. A recuperação ocorreu porque o cereal, pressionado pela elevada disponibilidade, teve redução de preços maior que a dos ovos. O resultado melhora a relação de troca acompanhada pelo levantamento, mas o recorte não informa sua magnitude nem permite calcular a margem das granjas.
A distinção entre relação de troca e resultado financeiro é central para interpretar o dado. O movimento combina queda no preço do milho e dos ovos, com recuo proporcionalmente maior do cereal. Portanto, a melhora não decorre de valorização do produto vendido pelos avicultores. Em outro levantamento, o centro registrou que os frangos inteiros congelados e resfriados alcançaram em outubro as maiores médias reais desde dezembro de 2025, sustentados pela demanda firme. São sinais de segmentos diferentes, que precisam ser considerados separadamente na análise econômica.
O custo de movimentação também exige atenção. Segundo a Conab, a alta dos combustíveis e o transporte de insumos para a safra 2026/27 pressionaram os fretes de grãos em setembro. O boletim registra ainda redução de 15,7% nas importações de fertilizantes entre janeiro e setembro. Para o abastecimento dos pequenos criadores, a companhia anunciou pregão para transportar 9,9 mil toneladas de milho a seis estados. No Amazonas, sete acordos com prefeituras apoiam o transporte do cereal para alimentação animal, enquanto as compras continuam concentradas na unidade de Manaus.
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Frente ao farelo de soja, o poder de compra da atividade registrou retração pelo quarto mês consecutivo. No mercado externo, a soja para janeiro caiu 1,16%, a US$ 11,82 por bushel, e o milho para dezembro recuou 0,96%, a US$ 4,40 por bushel. Pesquisadores do Cepea indicam que a sustentação e os avanços nos preços do subproduto da oleaginosa continuaram a limitar a recuperação das margens operacionais dos granjeiros no encerramento de outubro.
Fonte: Da Redação, com dados do Cepea






















