Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP)R$ 71,56 / kg
Soja - Indicador PRR$ 122,92 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR)R$ 130,87 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 10,12 / kg
Suíno - Estadual SPR$ 6,96 / kg
Suíno - Estadual MGR$ 6,75 / kg
Suíno - Estadual PRR$ 6,68 / kg
Suíno - Estadual SCR$ 6,63 / kg
Suíno - Estadual RSR$ 6,80 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 177,83 / cx
Ovo Branco - Regional BrancoR$ 189,46 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 200,77 / cx
Ovo Vermelho - Regional VermelhoR$ 210,46 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP)R$ 168,87 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP)R$ 195,36 / cx
Frango - Indicador SPR$ 7,05 / kg
Frango - Indicador SPR$ 7,09 / kg
Trigo Atacado - Regional PRR$ 1.217,19 / t
Trigo Atacado - Regional RSR$ 1.093,06 / t
Ovo Vermelho - Regional VermelhoR$ 212,24 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES)R$ 191,00 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE)R$ 182,20 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE)R$ 184,52 / cx
Comentário Avícola

Recomendações básicas em momentos de estresse por calor durante o ciclo de produção de ovos de codorna – por Roberto Bordin

Embora as condições de temperatura sejam limitantes para a produção de codornas, nem todos os criadores avícolas, no caso os coturnicultores, se destacam pelo controle ambiental de seu galpão.

Compartilhar essa notícia
Recomendações básicas em momentos de estresse por calor durante o ciclo de produção de ovos de codorna – por Roberto Bordin

INTRODUÇÃO:

Embora as condições de temperatura sejam limitantes para a produção de codornas, nem todos os criadores avícolas, no caso os coturnicultores, se destacam pelo controle ambiental de seu galpão. Em geral, a chave do êxito está em uma ventilação apropriada. Aqueles que a conseguem, obtém maior rendimento alimentar, crescimento mais rápido, mortalidade mais baixa, e menores problemas relacionados à produção de ovos. Um razoável número de aves vive em locais suscetíveis a estresses provocados por calor. O maior problema reside na redução do consumo alimentar durante períodos de temperatura elevada, embora possa haver também alterações metabólicas nas aves. Estas se refletem na produção e qualidade da casca e dos ovos. 

As codornas precisam de fonte extra de calor durante a fase inicial de vida, entretanto, sofrem com a presença do mesmo durante o período de produção. As exigências de calor declinam com a idade, uma vez que a camada de penas isola a superfície externa da codorna e a área de superfície do corpo em relação ao peso corporal é rapidamente reduzida. O estresse de calor é freqüentemente usado para descrever o estado da ave em condições de altas temperaturas. 

Considerando que as aves utilizam a respiração ofegante para perder calor em altas temperaturas, a umidade do ar inalado torna-se crítica. Assim, condições de alta temperatura e alta umidade são mais estressantes para aves do que altas temperaturas somente. Outros fatores ambientais tais como velocidade e movimento do ar também são importantes, neste caso a principal preocupação, em condições de alta temperatura é a capacidade da codorna poedeira consumir ração. Conforme aumenta a temperatura dentro do aviário, menor quantidade de calor é necessária para manter a temperatura corporal e, assim, as aves consomem menos alimento. Nesta situação, a energia ambiental substitui a energia dos alimentos. Entretanto, a relação entre produção de calor corporal e temperatura ambiental não é linear, pois em certas temperaturas críticas, as demandas energéticas são aumentadas a fim de iniciar a perda de calor por evaporação. 

RESPOSTA DAS AVES AO ESTRESSE DE CALOR:

A produção mínima de calor e, portanto, a situação mais eficiente situa-se em torno de 23º C. Abaixo desta temperatura, as aves devem gerar mais calor para manter o corpo aquecido. Entretanto, entre 19 e 27° C, a produção de calor é mínima. Acima de 27° C, as aves começam a usar mais energia na tentativa de resfriar o corpo. Por exemplo, as aves dilatam alguns vasos sangüíneos com objetivo de que mais sangue para vá para a crista, patas, e zonas com alta irrigação sangüínea, na tentativa de aumentar a sua capacidade de resfriamento. É freqüentemente observado pelo produtor a respiração ofegante e a queda das asas que ocorrem em temperaturas levemente elevadas, e significam que a codorna apresenta uma aumentada demanda de energia. Naturalmente a situação não é tão clara como parece. Esta, talvez seja a razão da elevada variabilidade observada entre lotes submetidos a diferentes condições ambientais. A produção de calor pode flutuar em resposta a uma série de condições práticas que ocorrem no aviário como estes fatores: 

a) aumento no consumo alimentar;

b) melhor empenamento;

c) ou aumento da atividade da ave. 

Recomendações gerais para amenizar o estresse de calor:

Em condições normais, as aves devem receber ração para satisfazer o consumo diário de nutrientes. Independente do ambiente, as decisões corretas não podem ser feitas sem o conhecimento do consumo alimentar, peso corporal e peso do ovo. Em condições de estresse de calor (28-40° C), os seguintes pontos devem ser considerados: 

  • Nunca transfira codornas jovens com peso abaixo do esperado como ideal para gaiolas de postura. Elas sempre permanecerão pequenas, e não terão reservas para manter uma produção ótima de ovos;
  • Aumentar o nível energético dietético, preferivelmente com a incorporação de gordura. Limitar o uso de alimentos fibrosos;
  • Reduzir o conteúdo de proteína bruta (21% no máximo), mas manter consumos diários de metionina e lisina;
  • Aumentar o nível de premix vitamínico-mineral, de acordo com trocas antecipadas no consumo alimentar. Manter o consumo de cálcio e do fósforo disponível;
  • Quando a qualidade da casca for um problema, considerar a adição de bicarbonato de sódio. Neste momento, controlar o consumo total de sódio;
  • Usar vitamina C suplementar (100 g/tonelada) em casos de estresse de calor. Remover a vitamina C, em condições normais.
  • Aumentar a freqüência de arraçoamentos diários e fazê-los nos períodos de temperaturas mais amenas do dia. 

Um abraço a todos e aguardo seus comentários.

Por Prof. Dr. Roberto de Andrade Bordin – DMV

Setor de Nutrição, Produção, Sanidade e Agronegócio Animal – FATEC/ UAM/ FIC.

roberto.bordin@fatec.sp.gov.br 

Elias de Assis Góis – Engenheiro Agrônomo

Grupo EAG

Assuntos Relacionados
Aviculturaovos
Mais lidas
Cotação
Fonte CEPEA
  • Milho - Indicador
    Campinas (SP)
    R$ 71,56
    kg
  • Soja - Indicador
    PR
    R$ 122,92
    kg
  • Soja - Indicador
    Porto de Paranaguá (PR)
    R$ 130,87
    kg
  • Suíno Carcaça - Regional
    Grande São Paulo (SP)
    R$ 10,12
    kg
  • Suíno - Estadual
    SP
    R$ 6,96
    kg
  • Suíno - Estadual
    MG
    R$ 6,75
    kg
  • Suíno - Estadual
    PR
    R$ 6,68
    kg
  • Suíno - Estadual
    SC
    R$ 6,63
    kg
  • Suíno - Estadual
    RS
    R$ 6,80
    kg
  • Ovo Branco - Regional
    Grande São Paulo (SP)
    R$ 177,83
    cx
  • Ovo Branco - Regional
    Branco
    R$ 189,46
    cx
  • Ovo Vermelho - Regional
    Grande São Paulo (SP)
    R$ 200,77
    cx
  • Ovo Vermelho - Regional
    Vermelho
    R$ 210,46
    cx
  • Ovo Branco - Regional
    Bastos (SP)
    R$ 168,87
    cx
  • Ovo Vermelho - Regional
    Bastos (SP)
    R$ 195,36
    cx
  • Frango - Indicador
    SP
    R$ 7,05
    kg
  • Frango - Indicador
    SP
    R$ 7,09
    kg
  • Trigo Atacado - Regional
    PR
    R$ 1.217,19
    t
  • Trigo Atacado - Regional
    RS
    R$ 1.093,06
    t
  • Ovo Vermelho - Regional
    Vermelho
    R$ 212,24
    cx
  • Ovo Branco - Regional
    Santa Maria do Jetibá (ES)
    R$ 191,00
    cx
  • Ovo Branco - Regional
    Recife (PE)
    R$ 182,20
    cx
  • Ovo Vermelho - Regional
    Recife (PE)
    R$ 184,52
    cx

Relacionados

SUINOCULTURA 328
Anuário AI – Edição 1342
Anuário SI – Edição 327
SI – Edição 326
AI – 1341