Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) ↓ R$ 67,23 / kg
Soja - Indicador PR ↓ R$ 147,20 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) ↓ R$ 155,67 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 9,12 / kg
Suíno - Estadual SP ↑ R$ 6,31 / kg
Suíno - Estadual MG ↑ R$ 6,34 / kg
Suíno - Estadual PR ↑ R$ 5,63 / kg
Suíno - Estadual SC ↑ R$ 5,56 / kg
Suíno - Estadual RS ↑ R$ 5,59 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 140,65 / cx
Ovo Branco - Regional Branco ↑ R$ 143,86 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 150,64 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↑ R$ 162,44 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) ↑ R$ 131,75 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) ↑ R$ 144,70 / cx
Frango - Indicador SP ↓ R$ 8,32 / kg
Frango - Indicador SP ↓ R$ 8,33 / kg
Trigo Atacado - Regional PR ↓ R$ 1.526,89 / t
Trigo Atacado - Regional RS ↑ R$ 1.459,09 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↓ R$ 154,26 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) ↑ R$ 135,30 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) ↑ R$ 145,73 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) ↓ R$ 158,66 / cx
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Bem-Estar

Grupo de trabalho irá criar normativas sobre boas práticas de produção de ovos

Decisão se deu a partir do encontro de pesquisadores em evento realizado pela Esalq e Embrapa

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Grupo de trabalho irá criar normativas sobre boas práticas de produção de ovos

Um dos resultados do I Simpósio Brasileiro de Bem-estar na Produção de Ovos – SBBEPO, realizado no dia 26 de maio, em Piracicaba/SP, foi a redação de uma carta aberta que objetiva conduzir um grupo de trabalho que irá criar normativas sobre boas práticas na produção de ovos.

De acordo com o pesquisador da Embrapa Suínos e Aves Paulo Abreu, um dos organizadores do evento, a carta reflete as discussões que ocorreram durante o seminário e as propostas que o grupo tem para a questão de bem estar na avicultura. “Queremos reforçar que estamos atentos e atuando numa questão sensível à cadeia produtiva de ovos e qualquer mudança deve ocorrer de maneira consensual e sem imposições”. Outro resultado foi a definição de um grupo de trabalho para atuar na proposta de normas e de uma Nota Técnica.

Segundo conclusão redigida, de acordo com contexto global verifica-se que a cadeia produtiva de ovos brasileira está vulnerável no que diz respeito às questões éticas que envolvem o uso de gaiolas em função dos avanços científicos e tecnológicos. Assim, existe um crescimento da conscientização da sociedade sobre a necessidade de sistemas produtivos que respeitem o bem-estar e o comportamento das galinhas poedeiras, demandando uma reestruturação do sistema produtivo nacional.

“Sabendo que tecnologias existentes no exterior não atendem as especificidades brasileiras, a sustentabilidade social e econômica da cadeia depende de políticas públicas que auxiliem a sua transformação incluindo:

Apoio financeiro das agências de fomento (CNPQ, CAPES) e MCTI, MAPA, MEC para a implantação e consolidação de linhas específicas em bem-estar animal, sobre os diferentes sistemas de produção de ovos, o melhoramento genético para linhagens de aves mais bem adaptadas aos sistemas alternativos, as tendências de consumo, os métodos de mensuração de bem-estar animal na produção brasileira, entre outras.

Ampliação da transparência da cadeia, aprimorando a comunicação entre o setor produtivo e a sociedade, por meio da melhoria das regras de rotulagem de alimentos, indicando claramente os sistemas produtivos adotados e incluindo a padronização da rotulagem em diferentes níveis de inspeção.

  • Desenvolvimento de ações integradas envolvendo academia, setor produtivo e ONGs, incluindo orientações para gestão de crises.
  • Criação de um sistema nacional de coleta e banco de dados em bem-estar animal na cadeia produtiva para livre acesso da sociedade.
  • Estruturação de programas de capacitação continuada de recursos humanos envolvidos com a cadeia produtiva, incluindo produção, transporte, indústria e varejo.
  • Sensibilização de agências de fomento para linhas de crédito aos produtores para incentivo a transição de sistemas de produção.
  • Acompanhamento do movimento de transição visando a inclusão de todos os produtores e a manutenção da diversidade de sistemas produtivos que favoreçam o bem-estar das galinhas poedeiras.
  • Garantia de acesso dos consumidores de todos os níveis socioeconômicos aos produtos com valor agregado.
  • Promoção de fóruns para troca de experiências técnicas divulgando casos de sucesso na adoção de novos sistemas na realidade brasileira.
  • Consolidação de uma força-tarefa nacional para promover a estratégia nacional para adoção do bem-estar e sustentabilidade da cadeia produtiva de ovos.
  • Formalização de um grupo de trabalho para:

1) a elaboração de normativas sobre boas práticas de produção de ovos;

2) publicação imediata de Nota Técnica elaborada em conjunto por ONGs, academia e setor produtivo, com orientações objetivas para apoio técnico na transição de sistemas; e

3) estruturação de um plano de trabalho incluindo cronograma de execução das ações aqui sugeridas.

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