Fonte CEPEA
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Soja - Indicador PRR$ 122,00 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR)R$ 128,80 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 10,12 / kg
Suíno - Estadual SPR$ 6,94 / kg
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Brasil e Índia devem firmar aliança para a promoção da bioenergia e dos biocombustíveis

O Brasil e suas políticas públicas e capacidades industriais em biocombustíveis e motores flex e híbridos têm servido como referência para as medidas que vem sendo tomadas pelo governo indiano nesses setores

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Brasil e Índia devem firmar aliança para a promoção da bioenergia e dos biocombustíveis

O ministro de Estado de Minas e Energia, Bento Albuquerque, está realizando, nesta semana, visita oficial à Índia, acompanhado de funcionários do Ministério das Relações Exteriores, do Ministério da Economia, da Empresa de Pesquisa Energética, e de delegação de lideranças empresariais brasileiras dos setores de biocombustíveis, automotivo, petróleo e gás.

A visita dá seguimento ao trabalho que vem sendo realizado, pelos governos e setores privados dos dois países, na esteira da visita do presidente Jair Bolsonaro à Índia em 2020, quando foram assinados três memorandos de entendimento nos setores de energia e mineração.

Em Nova Delhi, Albuquerque e comitiva mantiveram reuniões com Amitabh Kant, CEO do Niti Aayog, principal instituição de planejamento de políticas governamentais da Índia; com o ministro de Transporte Rodoviário e Rodovias, Nitin Gadkari; e, no dia de ontem, 21/4, com o ministro do Petróleo e Gás Natural, Hardeep Sing Puri.

Integram a comitiva brasileira dirigentes empresariais do setor bioenergético (UNICA, APLA, EXAL, Foro Sucroenergético, Copersucar, Bunge/BP) e automotivo (Volkswagen Latin America, Toyota, Stelantis e Abraciclo/Yahama), além da Petrobras.

Nos encontros mantidos, confirmou-se convergência de interesses público-privados de ambos os lados, bem como a determinação de trabalhar para o aprofundamento da cooperação entre a Índia e o Brasil no setor de energia, em particular em biocombustíveis e motores flex fuel de última geração.

O Brasil e suas políticas públicas e capacidades industriais em biocombustíveis e motores flex e híbridos têm servido como referência para as medidas que vem sendo tomadas pelo governo indiano nesses setores, os quais contribuem para a substantiva descarbonização da matriz de transportes, gerando emprego, renda e riqueza.

A EPE, o MME e o NITI Aayog, instituição governamental indiana de referência em planejamento e estudos de apoio às políticas públicas, decidiram estabelecer um programa de trabalho conjunto para aproximar os respectivos planejamentos energéticos, bem como fomentar intercambio de conhecimento em políticas na área de biocombustíveis.

A Índia é o quinto parceiro comercial do Brasil e importante fonte de investimentos no setor de energia do país. O petróleo é o principal produto exportado pelo Brasil para a Índia (42% do total exportado), enquanto combustíveis, em especial o óleo diesel, representam cerca de 20% do que o país importa da Índia.

Em reunião realizada nesta quinta-feira (21), Bento Albuqueque e o ministro do Petróleo e Gás Natural da India, Hardeep Puri, repassaram o conjunto da agenda bilateral em energia; trocaram impressões sobre os mercados internacionais de energia, em particular as questões que dizem respeito à segurança energética global e à volatilidade dos preços internacionais; convergiram na necessidade de manutenção do processo de transição energética; e discutiram as perspectivas que se abrem com o continuado desenvolvimento de Índia e Brasil nas próximas décadas, com o respectivo aumento da demanda energética e a necessidade de diversificação de fontes.

A declaração ministerial conjunta aprovada na ocasião lança as bases para uma Aliança Brasil-Índia em Bioenergia e Biocombustíveis, elevando as relações e a cooperação nestes importantes setores a um novo patamar.

Os ministros coincidiram no amplo potencial de uma cooperação acrescida entre o Brasil e a India em matéria energética, ao aliar duas das maiores democracias do mundo em desenvolvimento, dotadas de reconhecidas capacidades industriais e tecnológicas, com vastos recursos naturais, e peso específico na agenda internacional de energia.

Os ministros comprometeram-se também a trabalhar para fortalecer a cooperação entre os setores privados sucroenergético e automotivo dos dois países, com vistas à consolidação não apenas dos respectivos mercados domésticos, mas de um mercado global de biocombustíveis sustentáveis e veículos com motores “flex-fuel” e híbridos.

Concordaram ainda em trabalhar conjuntamente para posicionar a bioenergia e os biocombustíveis sustentáveis como parte das soluções para a transição energética global, especialmente em transporte, indústria e outros setores de difícil descarbonização, como os transportes aéreos e marítimos.

Ainda por ocasião da reunião ministerial, foram assinados dois instrumentos entre os setores privados. A UNICA (União da Indústria de Cana-de-Açúcar) e a indiana SIAM (Sociedade de Fabricantes de Veículos da Índia) firmaram Memorando de Cooperação que prevê, entre outras iniciativas, o lançamento do Centro Virtual de Excelência de Etanol, dedicado ao compartilhamento de melhores práticas e informações no setor. O representante do APLA (Arranjo Produtivo Local do Álcool) assinou acordo com contraparte indiana para o licenciamento de tecnologia.

O ministro Bento Albuquerque convidou o ministro Hardeep Puri a visitar proximamente o Brasil, juntamente com missão indiana dos setores de biocombustíveis e automotivo.

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