Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) ↓ R$ 67,23 / kg
Soja - Indicador PR ↓ R$ 147,20 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) ↓ R$ 155,67 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 9,12 / kg
Suíno - Estadual SP ↑ R$ 6,31 / kg
Suíno - Estadual MG ↑ R$ 6,34 / kg
Suíno - Estadual PR ↑ R$ 5,63 / kg
Suíno - Estadual SC ↑ R$ 5,56 / kg
Suíno - Estadual RS ↑ R$ 5,59 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 140,65 / cx
Ovo Branco - Regional Branco ↑ R$ 143,86 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 150,64 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↑ R$ 162,44 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) ↑ R$ 131,75 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) ↑ R$ 144,70 / cx
Frango - Indicador SP ↓ R$ 8,32 / kg
Frango - Indicador SP ↓ R$ 8,33 / kg
Trigo Atacado - Regional PR ↓ R$ 1.526,89 / t
Trigo Atacado - Regional RS ↑ R$ 1.459,09 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↓ R$ 154,26 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) ↑ R$ 135,30 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) ↑ R$ 145,73 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) ↓ R$ 158,66 / cx
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Estado de alerta – por Antonio Alvarenga

Uma das principais locomotivas de nosso agronegócio, a cadeia produtiva da cana-de-açúcar, vem sendo duramente prejudicada pela política governamental de controle inflacionário.

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Estado de alerta – por Antonio Alvarenga

Uma das principais locomotivas de nosso agronegócio, a cadeia produtiva da cana-de-açúcar, vem sendo duramente prejudicada pela política governamental de controle inflacionário. Ao impedir aumentos nos preços dos combustíveis, o governo, além de trazer prejuízos à Petrobras — reduzindo-lhe a rentabilidade e as condições de realizar novos investimentos — também afeta o mercado do etanol, que é atrelado ao preço da gasolina. Estima-se que a defasagem do preço da gasolina esteja em torno de 19%. Um verdadeiro absurdo.

O mundo reconhece e admira a capacidade do Brasil de produzir energia alternativa renovável a partir da cana-de-açúcar. Trata-se de uma cadeia produtiva importante, onde temos grandes vantagens competitivas. A cana é matéria-prima que se transforma em açúcar, álcool, cachaça e diversos outros produtos. O bagaço da cana gera energia, é utilizado para a alimentação animal, para a confecção de plástico, papel, etc. Toda essa extraordinária cadeia produtiva, ecologicamente sustentável, está ameaçada.

Em outubro do ano passado, o governo federal reduziu o percentual de álcool na gasolina de 25% para 20%. Uma medida equivocada, que precisa ser revertida com urgência.

Além das condições adversas de mercado, o setor foi recentemente afetado por problemas climáticos. Prejudicados por menor produção, preços baixos e a inexistência de uma política estável, os produtores não têm ânimo  para investir na renovação dos canaviais. Dessa forma, a produtividade cai e os problemas se agravam. Enfim, um círculo virtuoso torna-se vicioso.

Se o governo quer conceder subsídio ao petróleo, não deveria fazê-lo por meio de uma política de preços artificiais. Poderia lançar mão de outros instrumentos que estão ao seu alcance. Não adianta disponibilizar linhas de crédito nas instituições oficiais para compensar a redução na rentabilidade do setor.  Isso é um retrocesso.

Já se passou o tempo em que víamos usineiros  pendurados no então Instituto do Açúcar e do Álcool (IAA), sobrevivendo às custas de financiamentos subsidiados. Ganhavam aqueles que tinham o melhor lobby. A lógica de hoje é outra. Os vetores importantes são produtividade, eficiência e rentabilidade.

Não se constrói um segmento empresarial forte sem proporcionar segurança, regras estáveis e condições de lucratividade.

Antonio Alvarenga, presidente da Sociedade Nacional de Agricultura

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