Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) ↑ R$ 67,24 / kg
Soja - Indicador PR ↑ R$ 147,67 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) ↓ R$ 153,90 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 9,25 / kg
Suíno - Estadual SP ↑ R$ 6,31 / kg
Suíno - Estadual MG ↑ R$ 6,46 / kg
Suíno - Estadual PR ↑ R$ 5,66 / kg
Suíno - Estadual SC ↑ R$ 5,58 / kg
Suíno - Estadual RS ↑ R$ 5,62 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 141,07 / cx
Ovo Branco - Regional Branco ↑ R$ 143,86 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 150,64 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↑ R$ 162,44 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) ↑ R$ 131,98 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) ↑ R$ 145,79 / cx
Frango - Indicador SP ↑ R$ 8,38 / kg
Frango - Indicador SP ↑ R$ 8,40 / kg
Trigo Atacado - Regional PR ↑ R$ 1.538,46 / t
Trigo Atacado - Regional RS ↓ R$ 1.454,59 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↓ R$ 154,26 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) ↑ R$ 135,63 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) ↑ R$ 145,73 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) ↓ R$ 158,66 / cx
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Infraestrutura

Aos 26 anos, Norte-Sul continua fora do trilho

Há luz no fim do túnel da Ferrovia Norte-Sul. Só não há trem, trilhos ou dormentes. Depois de 26 anos em obras, o principal projeto ferroviário do país ainda é uma caricatura do que deveria ser.

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Aos 26 anos, Norte-Sul continua fora do trilho

Há luz no fim do túnel da Ferrovia Norte-Sul. Só não há trem, trilhos ou dormentes. Depois de 26 anos em obras, o principal projeto ferroviário do país ainda é uma caricatura do que deveria ser. Estudos deficientes, corrupção, burocracia e falta de planejamento minaram o empreendimento. Um flagrante dessa situação pode ser visto nos 855 quilômetros de malha que ligam Palmas (TO) à Anápolis (GO). Prometia-se a conclusão do trecho até outubro de 2010. Até hoje, nenhum trem passou por ali.

Um festival de contratos aditivados contaminou a obra e desfigurou o projeto original. Há empreiteiras que chegaram a assinar 17 termos aditivos. Todas já deixaram as obras e tiveram seus contratos considerados concluídos pela estatal Valec. Para trás, ficou um rastro de obras irregulares e construções não executadas, irresponsabilidades que custarão mais R$ 430 milhões aos cofres públicos.

O Valor visitou trechos da Norte-Sul. Em Anápolis, um túnel de 360 metros foi entregue, mas a malha de ferro que deveria passar por ele, não. Falta o ramal de 7 km de trilhos que chegaria ao porto seco da cidade. Taludes de concreto do túnel já apresentam rachaduras causadas pela infiltração das chuvas. Em Jaraguá, previa-se um pátio logístico. O que existe é um acesso por terra, sem nenhum tipo de instalação. São apenas alguns exemplos dos problemas encontrados.

A reportagem procurou as cinco empreiteiras que atuaram no traçado problemático. Todas alegam ter cumprido o que estava no contrato. O novo presidente da Valec, Josias Cavalcanti, promete cobrar as empreiteiras sobre serviços irregulares ou não executados. Apesar de toda a confusão, a Valec afirma que 88% do trecho está pronto e que, até dezembro, ele será concluído. Prevista para cortar o país numa viagem de mais de 2,3 mil km, entre Barcarena, no litoral do Pará, e Estrela D’Oeste, em São Paulo, a Norte-Sul só é realidade hoje para a mineradora Vale, que trafega nos 719 km que ligam Açailândia (MA) à Palmas.

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