Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) R$ 69,62 / kg
Soja - Indicador PR R$ 155,26 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) R$ 161,52 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 7,94 / kg
Suíno - Estadual SP R$ 5,13 / kg
Suíno - Estadual MG R$ 5,32 / kg
Suíno - Estadual PR R$ 4,62 / kg
Suíno - Estadual SC R$ 4,81 / kg
Suíno - Estadual RS R$ 4,75 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 132,70 / cx
Ovo Branco - Regional Branco R$ 132,55 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 145,29 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho R$ 146,96 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) R$ 124,52 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) R$ 137,51 / cx
Frango - Indicador SP R$ 8,31 / kg
Frango - Indicador SP R$ 8,34 / kg
Trigo Atacado - Regional PR R$ 1.532,17 / t
Trigo Atacado - Regional RS R$ 1.419,84 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho R$ 156,97 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) R$ 127,83 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) R$ 140,69 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) R$ 154,50 / cx
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Economia

Agropecuária puxa liberação de recursos do BNDES no PR

Houve incremento em todos os setores nos valores de desembolsos.

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O Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) desembolsou 58,2% mais recursos no Paraná no primeiro trimestre deste ano em relação ao mesmo período de 2012, puxado principalmente pela alta demanda do setor de agropecuária. Com a expectativa de supersafra para este ano depois da quebra na produção do ano passado, o segmento teve crescimento de 127,6% em valores, com um total de R$ 889,8 milhões. No total, o Estado recebeu R$ 3,224 bilhões.

Houve incremento em todos os setores nos valores de desembolsos. A indústria recebeu 89,8% a mais em 2013 e bateu em R$ 946,4 milhões. O setor de comércio e serviços teve aumento de 50,6%, com R$ 624,7 milhões. Na infraestrutura, houve crescimento de 4% em valores, com R$ 763,9 milhões, apesar da única queda no número de operações do Estado, com diminuição de 27,5%.

Economista da Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep), Roberto Zurcher diz que a expectativa de boa safra para 2013, ao contrário da crise no ano passado, também impacta na indústria de alimentos. Tanto que os valores desembolsados chegaram a R$ 233,5 milhões, ou 32,5% a mais do que no primeiro trimestre de 2012. Ainda, ele destaca a fabricação de material de transporte, que atingiu R$ 226,5 milhões depois de crescimento de 374,6% em recursos. “Temos instalações de uma fábrica e ampliação de outra. Não posso confirmar que eles buscaram investimento no BNDES, mas pode ser a causa”, afirma.

Ele lembra que o investimento industrial pode ser feito com recursos próprios e não é possível reduzi-lo aos recursos do banco de desenvolvimento. “Ao todo, esse aumento no Paraná é um indicativo de que o Estado deve crescer mais neste ano.”

No Brasil, o BNDES registrou o melhor primeiro trimestre da história ao emitir R$ 37,2 bilhões, ou 52% a mais do que no mesmo período de 2012. No banco, o destaque ficou sobre as liberações para máquinas e equipamentos, o que aponta para uma preocupação do empresário em aumentar a produção. Apenas em bens de capital, houve elevação de 90%, puxada por maquinário de caldeiraria (596%), máquinas-ferramentas (135%) e máquinas para movimentação de carga (115%).

Apesar da preocupação do momento ser a inflação, causada exatamente pelo crescimento da demanda em maior grau do que os investimentos em produção, o vice-presidente do órgão, João Carlos Ferraz, vê um cenário otimista. “Neste ano o investimento vai crescer, ainda de maneira muito específica, mas o foco deve ser ampliado”, diz. Ele afirma que o Brasil passa por um processo lento, mas está no caminho de ter empresas mais inovadoras.

Ferraz destaca que o momento de melhor distribuição de renda e aumento do nível de emprego elevou o consumo, mas que a produção não acompanhou porque são três questões difíceis de se aliar. Zurcher concorda com a vantagem do mercado aquecido e com a tendência de crescimento pelo maior número de desembolsos para a indústria no último trimestre. Porém, o economista critica a demora em baixar os juros para bens de capital, o que ocorreu apenas no fim de 2012. “Poderiam ter feito isso há quatro anos, quando já se via um impacto maior das importações, e assim a diferença não seria tão grande”.

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