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Economia

Mercado cogita Selic a 10% até dezembro

Impacto do dólar sobre inflação e reajuste de combustíveis serão fatores avaliados com lupa na ata da semana que vem.

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Mercado cogita Selic a 10% até dezembro

Com a decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) de ontem, de elevar a Selic em 0,5 ponto porcentual, a 9% ao ano, começa a se formar no mercado um consenso em torno de mais uma alta de 0,5 ponto percentual em outubro. Em seguida, espera-se outra elevação, de 0,5 ponto percentual ou de 0,25 ponto percentual, em novembro. Tal movimento levaria a taxa básica de juros a terminar o ano entre 9,75% ao ano e 10% ao ano.

Ao repetir integralmente o comunicado das duas reuniões anteriores, o Copom “sugere claramente que o ciclo de aperto monetário continua nas próximas reuniões e em ritmo idêntico”, segundo José Francisco de Lima Gonçalves, economista-chefe do Banco Fator. “O Copom mostra que não há convicção de que o aperto feito até agora não é suficiente para que a taxa de inflação caia ao longo do ano que vem”, afirma. “Eu acredito que, com a resistência da inflação e alta do dólar, o aperto monetário vai ter uma extensão maior. Nossa perspectiva é a de que a Selic vá a 10% este ano”, diz.

Gonçalves ressalta que o Copom terá que “dar algum sinal” de que o aperto monetário não será interrompido em sua reunião em outubro, com a Selic em 9,50%. Segundo o economista, o Banco Central não poderá se esquivar de comentar o efeito inflacionário da combinação de alta do dólar com a escalada recente do preço do petróleo.

“Como você tem os preços dos combustíveis represados, não há como não dizer que o petróleo subiu e o câmbio se desvalorizou. É só somar as duas coisas para ver que há um problema do lado da inflação”, afirma.

Para o economista-chefe do Fator, mesmo ao elevar a Selic para 10% este ano, o Copom não conseguirá fazer com que o IPCA deste ano fique abaixo de 5,84%. O BC tem como alvo garantir este ano um IPCA menor que o de 2012 – e em 2014, menor que o deste ano. “O problema é que este ano já não tem mais jeito. Todo mundo está com essa alta do câmbio na cabeça e tem a questão do preço dos combustíveis. No ano que vem, o IPCA pode desacelerar, com o câmbio andando mais devagar”, afirma.

Para o economista Fernando Genta, da MCM Consultores Associados, “qualquer mudança [no comunicado] poderia acabar jogando a curva de juros ainda mais para cima”.
 
Para a consultoria LCA, a repetição do comunicado de junho para o anúncio da decisão de ontem “sugere que o ritmo de elevação da Selic tende a ser estendido até, ao menos, a próxima reunião do Copom. “Avaliamos que a taxa básica de juros será elevada a 10% ao ano, através de dois aumentos adicionais de 0,50 ponto percentual.”

Segundo a LCA, a projeção de Selic em 10% no fim do ano considera que o repasse da depreciação do real para os preços será moderado, já que a consultoria prevê uma acomodação cambial. “Esperamos que o impacto da depreciação recente sobre os custos na cadeia produtiva seja mitigado pela redução nas alíquotas de imposto de importação de diversos insumos e produtos industriais”, afirma a LCA em nota.

O economista-chefe da Votorantim Wealth Management, Fernando Fix, avalia que o comunicado idêntico ao da última reunião sinaliza a continuidade de uma postura “firme” da autoridade monetária para combater pressões inflacionárias.

Para ele, a expectativa agora se concentra na ata da reunião, que será divulgada na semana que vem. Fix acredita que, no documento, o BC manifestará uma maior preocupação em relação ao repasse da alta do dólar à inflação. “Por outro lado, a preocupação com o enfraquecimento da economia também deve crescer. No líquido, a alta de 0,50 ponto em outubro ainda deve acontecer”, diz.

Fix mantém a previsão de que o BC interromperá o ciclo de alta do juro em novembro e manterá a Selic em 9,50% por um “período prolongado”. Ele argumenta que há sinais “eloquentes” de que a economia tem desacelerado neste terceiro trimestre, o que deve se estender ao quarto. “A piora nos indicadores de confiança nos últimos meses e o acúmulo de estoques sinalizam um enfraquecimento da economia no terceiro e quarto trimestres, com crescimento perto de zero. Com isso, o BC evitaria novas altas da Selic a partir de novembro.”

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Não se pode ignorar a probabilidade de o BC ter de ampliar o ciclo de aperto monetário para enfrentar pressões inflacionárias decorrentes da alta do dólar, diz o economista-chefe do Santander Brasil, Mauricio Molan. “A mensagem de preocupação com o câmbio vai ser reforçada na ata, mas apenas na medida em que afeta a inflação.”

Para ele, um aumento de 0,50 ponto em outubro será, porém, o último deste ano porque o BC já está ciente do enfraquecimento da atividade neste trimestre e da continuação dessa tendência no próximo. “Quando o BC aperta a política [monetária], visa enfraquecer a demanda, e já há motivos suficientes para enfraquecimento da demanda nos próximos trimestres”, diz, citando a queda abaixo da média histórica da confiança dos empresários e consumidores.

Há algumas semanas, a queda da inflação chegou a levar o mercado a projetar uma alta menos intensa dos juros. Logo após a divulgação do IPCA de julho, que ficou em apenas 0,03%, a presidente Dilma Rousseff voltou a falar que a inflação estava completamente sob controle.

O diretor de política econômica do BC, Carlos Hamilton, veio a público para reafirmar a estratégia de aperto monetário: “Inflação próxima de zero é exceção, não regra”, disse.

Mais recentemente, a forte alta do dólar incentivou o mercado financeiro a embutir, nos contratos de juros futuros, uma alta mais acentuada da Selic, de 0,75 ponto percentual. Coube ao presidente do BC, Alexandre Tombini, acalmar os ânimos, afirmando que havia “prêmios excessivos” nos juros negociados pelo mercado. O objetivo declarado do BC para este ano é entregar um IPCA menor que os 5,84% de 2012.

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