Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) ↓ R$ 69,81 / kg
Soja - Indicador PR ↑ R$ 155,11 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) ↑ R$ 161,84 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 8,12 / kg
Suíno - Estadual SP ↑ R$ 5,36 / kg
Suíno - Estadual MG ↑ R$ 5,56 / kg
Suíno - Estadual PR ↑ R$ 4,83 / kg
Suíno - Estadual SC ↑ R$ 4,89 / kg
Suíno - Estadual RS ↑ R$ 4,88 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) ↓ R$ 132,22 / cx
Ovo Branco - Regional Branco ↓ R$ 132,55 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) ↓ R$ 142,85 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↓ R$ 146,96 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) ↑ R$ 123,84 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) ↓ R$ 137,16 / cx
Frango - Indicador SP ↑ R$ 8,32 / kg
Frango - Indicador SP ↓ R$ 8,30 / kg
Trigo Atacado - Regional PR ↑ R$ 1.539,43 / t
Trigo Atacado - Regional RS ↑ R$ 1.432,54 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↑ R$ 154,27 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) ↓ R$ 127,20 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) ↓ R$ 140,69 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) ↓ R$ 154,50 / cx
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Economia

Brasil precisa se inserir no debate dos mega-acordos

País corre o risco de ter de aceitar regras que não negociou e condenar os setores produtivos a ficar fora das cadeias de valor.

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Brasil precisa se inserir no debate dos mega-acordos

Há oito anos fora das arenas de negociações de livre-comércio, o Brasil finaliza 2013 isolado, sem peso no comércio exterior e o país mais protecionista do mundo – depois do campeão, Bangladesh. O diagnóstico de especialistas, reunidos no Fóruns Estadão-Rrasil Competitivo-Comércio,Exterior, na terça-feira, reflete-se nos dados da balança comercial brasileira.

O País está diante de dois riscos ainda mais sérios em curto prazo: ser obrigado a engolir regras comerciais que nunca negociou, por causa de süa aversão aos acordos regionais e bilaterais, e condenar seus setores produtivos a ficar de fora das cadeias de valor internacionais.

Segundo Vera Thorstensen, os EUA “ansaram-se” do Brics (Brasil, Rússia, índia e China e África do Sul). Agora buscam em duas megafrentes de negociações – com os países do Pacífico (TPP, na sigla em inglês) e com a União Europeia (TTIP) -a definição de novas disciplinas para o comércio. Em futuro próximo, esses pacotes de regras tendem a ser internalizados, por meio de uma rodada multi-lateral, no arcabouço legal da Organização Mundial do Comércio (OMC). O acordo EUA-União Europeia vai, além disso, “comerá as cotas de importação que hoje beneficiam o agro! negócio brasileiro”, segundo a professora e pesquisadora da Fundação Getúlio Vargas.

“O melhor cenário para o Brasil é entrar na negociação entre os Estados Unidos e a União Europeia, O Brasil precisa perder o medo e retomar o seu diálogo com o Atlântico”, defendeu Vera. “É muito grave p Brasil estar fora das negociações de regras do comércio, que definirão a capacidade de o País exportar. A discussão sobre tarifas perdeu peso. Hoje as tarifas altas podem ser compensadas pela redução de custos”, explicou Sandra Rios, diretora do Centro de Estudos de Integração e Desenvolvimento (Cindes).

Cuidadoso para não mencionar diretamente o Brasil ao qual serviu como diplomata até maio, o diretor-geral da OMC, Roberto Azevêdo – que participou do evento por videoconferência – concordou “ser importante a um país ter voz ativa nas negociações dessas novas disciplinas” hoje em curso nos acordos negociados pelos EUA e fora da arena da OMC. Os mesmos acordos tendem a reforçar a lógica prevalecente de produção em cadeias de valor.

“Isso não pode passar despercebido”, afirmou, referindo-se às negociações sobre regras. “As cadeias de valor são fundamentais para o aumento da competitividade, Cada país pode fazer suas opções, mas é raro um país dizer que não as aceita”, completou Azevêdo.

Peso. Como sétima economia do inundo, o Brasil deveria exportar em torno de US$ 550 bilhões, nos cálculos da Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB). No ano passado, porém, foram embarcados US$ 242,6 bilhões. O perfil da balança comercial piorou, com redução da parcela de embarques industriais, e o déficit nas trocas de produtos manufaturados deverá superar US$ 100 bilhões neste ano, ressaltou o presidente da AEB, José Augusto de Gastro, especialmente preocupado com a ausência de acordos para abrir mercados e inserir a indústria brasileira nas cadeias de valor. Esse contexto, segundo Zeina Latif, sócia da Gibraltar Consultirig, impõe perda de potencial de crescimento econômico brasileiro. “Há cinco anos estamos patinando, mantendo o nosso foco nos mercados da América do Sul e da África, Viramos um país importador.” queixou-se Castro. “Pensar na abertura comercial em longo prazo e com foco nas barreiras não tarifárias vai beneficiar todos”, disse Zena.

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