Os mercados emergentes viveram ontem mais um dia de nervosismo. No Brasil, o dólar chegou a ser negociado a R$ 2,45, fechando a R$ 2,43, próximo dos maiores níveis desde o auge da crise de 2008.
Tensão aumenta nos emergentes

Os mercados emergentes viveram ontem mais um dia de nervosismo. A expectativa no início do dia era que a decisão da Turquia de elevar os juros, na noite anterior, acalmaria os investidores, mas o que se viu foi o oposto. No Brasil, o dólar chegou a ser negociado a R$ 2,45, fechando a R$ 2,43, próximo dos maiores níveis desde o auge da crise de 2008. O mercado, que vinha apostando em mais duas altas de 0,25 ponto percentual da taxa Selic, agora espera 0,5 ponto na próxima reunião do Copom. “Investidores temem que a competição por dólares seja mais intensa em um ambiente global de menor liquidez, o que requer juros mais altos para apoiar a moeda e manter a inflação sob controle”, disse José Faria, do Deutsche Bank.
Para piorar o ambiente dos emergentes, o Fed, o banco central dos EUA, decidiu ontem cortar mais US$ 10 bilhões do estímulo monetário mensal que vem dando à economia americana desde 2008. A decisão foi unânime e indica que os EUA não vão mudar o rumo de sua política monetária por causa da volatilidade nos emergentes.
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