Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) ↓ R$ 67,26 / kg
Soja - Indicador PR ↓ R$ 149,89 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) ↓ R$ 158,09 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 8,62 / kg
Suíno - Estadual SP ↑ R$ 6,11 / kg
Suíno - Estadual MG ↑ R$ 6,29 / kg
Suíno - Estadual PR ↑ R$ 5,53 / kg
Suíno - Estadual SC ↑ R$ 5,49 / kg
Suíno - Estadual RS ↑ R$ 5,52 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 140,65 / cx
Ovo Branco - Regional Branco ↑ R$ 143,86 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 150,64 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↑ R$ 162,44 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) ↑ R$ 131,75 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) ↑ R$ 143,95 / cx
Frango - Indicador SP ↓ R$ 8,32 / kg
Frango - Indicador SP ↓ R$ 8,33 / kg
Trigo Atacado - Regional PR ↓ R$ 1.551,32 / t
Trigo Atacado - Regional RS ↓ R$ 1.451,52 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↓ R$ 154,26 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) ↑ R$ 135,30 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) ↑ R$ 145,73 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) ↓ R$ 158,66 / cx
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Água

Brasil na rota dos megaeventos hídricos: uma oportunidade para nossa agropecuária

A capital brasileira foi eleita por 23 governadores do Conselho Mundial da Água para sediar o Fórum Mundial da Água, em 2018.

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Brasil na rota dos megaeventos hídricos: uma oportunidade para nossa agropecuária

A capital brasileira foi eleita nesta quarta-feira, 26 de fevereiro, por 23 governadores do Conselho Mundial da Água para sediar o Fórum Mundial da Água, em 2018. Esse é o maior evento em recursos hídricos do planeta. Na última edição, um público estimado de 35 mil pessoas compareceram à cidade francesa de Marselha. A escolha demonstra a importância do Brasil na preservação e conservação dos recursos hídricos.

Precisamos nos preparar para mostrar o que o país faz quanto à gestão desse recurso natural e sua eficiência de uso. E nenhuma atividade terá papel mais preponderante do que a agropecuária.

De acordo com o último relatório “Conjuntura dos recursos hídricos no Brasil”, da Agência Nacional de Águas, a vazão de água efetivamente consumida no país, que representa 51% da vazão retirada, mostrou que 72% corresponderam à demanda de irrigação e 11% da dessedentação animal, portanto, 83% do consumo de água, tendo como referência o ano de 2010, se deu pelas atividades agropecuárias. A grandeza desses números aliada a uma generalizada falta de conhecimento de como os alimentos são produzidos é e continuará sendo constante motivo de conflito.

A realização do Fórum no Brasil exigirá que nos preparemos, não só em termos organizacionais, mas na geração de informações e conhecimentos que nos possibilitem ser atores principais, subsidiando decisões e demonstrando quais práticas, processos e tecnologias propiciam as melhores eficiências e produtividades hídricas.

Para que o setor agropecuário brasileiro e as atividades agropecuárias tenham papel de destaque no evento, algumas ações devem ser iniciadas:

ü    que as instituições ligadas a agropecuária (associações, pesquisa, ensino e empresas) tenham assento na Comissão Organizadora e subsidiem na elaboração de programas/atividades que promovam discussões/decisões relacionadas ao tema;

ü    que os vários atores das cadeias agropecuárias iniciem ações, planejadas em conjunto, tendo dois objetivos: organizar as informações disponíveis sobre o uso da água na agropecuária brasileira e gerar informações que não dispomos e que se mostrem fundamentais para melhoria da gestão do recurso;

ü    a partir das informações organizadas e geradas, propor, monitorar e validar boas práticas hídricas para melhor eficiência de uso do recurso;

ü    estabelecer indicadores de desempenho e eficiência hídrica para cada tipo de prática com o objetivo de validá-la e subsidiar a tomada de decisão durante o Fórum.

A mais importante de todas as ações e mais difícil de ser implementada é a mudança cultural. Mudarmos a cultura de entender a relação da água com a agropecuária como o uso de um recurso abundante, infinito e de custo econômico e ambiental baixos. Se até 2018 conseguirmos mudar essa cultura, ou seja, internalizar o manejo hídrico nas cadeias produtivas agropecuárias, teremos muito que mostrar e orgulho de produzir alimentos com segurança hídrica.

Em tempos de Copa do Mundo de Futebol podemos dizer que a bola está conosco. Essa é uma bola diferente, redonda, mas com predomínio da cor azul. Atende pelo apelido de Planeta Água e dependemos dela para tudo que imaginarmos. Não há produção de alimentos sem água!

Capacitação

Nos dias 20 e 21 de março, a Embrapa Pecuária Sudeste realiza o III Simpósio em Produção Animal e Recursos Hídricos (III SPARH) na cidade de São Carlos (SP). Palestrantes do Brasil, Alemanha e Chile vão abordar temas relacionados aos recursos hídricos, como pegada hídrica, tecnologias de tratamento de resíduos e efluentes, custo da água e experiências internacionais em manejo hídrico.

As inscrições podem ser feitas até 14 de março. A programação completa e mais informações sobre o evento podem ser obtidas em http://www.cppse.embrapa.br/III-sparh.

Julio Cesar P Palhares
Pesquisador da Embrapa Pecuária Sudeste

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