Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) ↑ R$ 66,60 / kg
Soja - Indicador PR ↑ R$ 152,45 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) ↑ R$ 158,53 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) ↓ R$ 9,60 / kg
Suíno - Estadual SP ↓ R$ 6,63 / kg
Suíno - Estadual MG ↓ R$ 6,50 / kg
Suíno - Estadual PR ↓ R$ 5,47 / kg
Suíno - Estadual SC ↓ R$ 5,66 / kg
Suíno - Estadual RS ↓ R$ 5,68 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) ↓ R$ 138,22 / cx
Ovo Branco - Regional Branco ↓ R$ 140,13 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) ↓ R$ 153,94 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↓ R$ 155,57 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) ↓ R$ 129,09 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) ↓ R$ 143,13 / cx
Frango - Indicador SP ↓ R$ 8,06 / kg
Frango - Indicador SP ↓ R$ 8,08 / kg
Trigo Atacado - Regional PR ↓ R$ 1.560,21 / t
Trigo Atacado - Regional RS ↓ R$ 1.476,60 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↓ R$ 158,58 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) ↓ R$ 133,76 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) ↑ R$ 138,22 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) ↑ R$ 148,69 / cx
Economia

Argentina ainda trava acordo entre Mercosul e UE

Por trás das aparências em público e declarações mútuas de boa vontade, o processo de negociação interna do Mercosul para um acordo comercial com a União Europeia tem sérias divergências nos bastidores.

Argentina ainda trava acordo entre Mercosul e UE

Por trás das aparências em público e declarações mútuas de boa vontade, o processo de negociação interna do Mercosul para um acordo comercial com a União Europeia tem sérias divergências nos bastidores dos quatro sócios, apurou o ‘Estado’.

A oferta da Argentina é principal ponto de discórdia. São várias as travas impostas ao acordo. O país vizinho insiste em 15 anos de prazo para redução to­tal nas tarifas de importados da Europa. Brasil, Uruguai e Paraguai querem até 12 anos e a UE pede 10 anos. Os platinos exi­gem, ainda, “carência” de 7 anos para uma transição.

Os argentinos relutam em in­cluir no acordo tarifário uma ampla lista de “produtos sensíveis”, como autopeças, quími­cos, eletros e bens de capital – o que é considerado inaceitável pelos europeus. Isso limita o al­cance da oferta no volume total de comércio. A meta é cobrir 90% das tarifas, mas os mem­bros do Mercosul atingiram mé­dia inferior a esse índice.

Em rei ato 1 evado à Câmara de Comércio Exterior (Camex) so­bre mais uma etapa realizada na semana passada, em Montevidéu, os negociadores foram duros: se não houver acordo até a Copa, em junho, tudo deve ficar para 2015. As negociações serão freadas pelas férias de verão na Europa em julho, a troca de co­missários na UE, em setembro, e as eleições no Brasil, em outu­bro e novembro.

Ambição

A média da oferta do Mercosul,hoje, cai muito com o lado argentino. Quando se cruzam as listas dos parceiros do bloco, o valor final recua para algo mais próximo de 80% do comércio. Os vizinhos melhora­ram sua oferta de 76% das tarifas, levada a Bruxelas em mea­dos de março. A época, o Brasil chegava a 88%. Paraguai ofere­cia 95% e Uruguai, 93%. Sem os produtos “sensíveis” argentinos, a média recuava para menos de 85%. Em Montevidéu, a oferta preliminar melhorou. Ainda assim, está longe da meta de 90%. No governo, avalia-se que aparte do Brasil poderia melhorar com mais abertura no se­tor de medicamentos. Nova reunião do Mercosul ocorrerá em 29 de abril, na capital uruguaia.

A reunião de Bruxelas, em março, empacou as negociações. Argentina e Brasil discor­daram da oferta. Em Montevidéu, o clima melhorou. Mas lon­ge de ser entusiasmante. O go­verno de Cristina Kirchner pas­sou a querer usar o acordo para “lustrar” sua abalada imagem externa, relata um negociador. Somado à retomada das conver­sas com o Fundo Monetário Internacional (FMI), isso ajuda­ria na estratégia do vizinho.

Por aqui, o pano de fundo ain­da são as eleições. Após visita a Bruxelas, Dilma busca acelerar a oferta à UE para neutralizar o discurso de campanha da oposi­ção sobre a inércia nos acordos comerciais do Brasil, hoje limitados a um tratado com Israel, desde 2010, e um acerto prefe­rencial entre Mercosul e índia.

Emissários de Dilma pressionam os argentinos a melhorar oferta e aceitar logo um acordo com UE. O assessor internacio­nal Marco Aurélio Garcia já le­vou vários recados e apelos por uma oferta única do bloco. Mas os argentinos relutam a melhorar perfil, colocando menos pro­dutos industriais como “sensí­veis” e reduzindo prazos para a desgravação tarifária.

Nos bastidores, Dilma está disposta a um ultimato. A data-limite para uma acerto interno com os vizinhos seria a metade de maio. Depois disso, será difí­cil levar o acordo a “bom termo”, avalia parte do governo.

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