Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) ↑ R$ 64,85 / kg
Soja - Indicador PR ↑ R$ 148,77 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) ↓ R$ 154,61 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 10,05 / kg
Suíno - Estadual SP ↑ R$ 6,77 / kg
Suíno - Estadual MG ↑ R$ 6,95 / kg
Suíno - Estadual PR ↑ R$ 5,91 / kg
Suíno - Estadual SC ↑ R$ 5,83 / kg
Suíno - Estadual RS ↑ R$ 5,81 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) ↓ R$ 135,85 / cx
Ovo Branco - Regional Branco ↓ R$ 137,45 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) ↓ R$ 148,71 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↓ R$ 152,18 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) ↓ R$ 127,37 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) ↓ R$ 139,67 / cx
Frango - Indicador SP ↑ R$ 8,49 / kg
Frango - Indicador SP ↑ R$ 8,51 / kg
Trigo Atacado - Regional PR ↓ R$ 1.571,18 / t
Trigo Atacado - Regional RS ↑ R$ 1.482,72 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↓ R$ 151,87 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) ↓ R$ 130,71 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) ↓ R$ 138,94 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) ↓ R$ 148,92 / cx
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Logística

Hidrovia pode gerar perda de até US$ 37 mi

Os custos com logística aumentam de 10% a 12% com o uso de caminhões até o Porto de Santos.

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Hidrovia pode gerar perda de até US$ 37 mi

A crise no setor energético, acrescida pela estiagem que afeta o Estado de São Paulo, ocasionou a interrupção no tráfego da hidrovia Tietê-Paraná e prejuízos no escoamento de soja do Mato Grosso. Segundo o Movimento Pró-Logística, presidido pela Associação dos Produtores de Soja e Milho do Estado do Mato Grosso (Aprosoja-MT), o impacto financeiro deve chegar a cerca de US$ 37 milhões, caso a paralisação permaneça até novembro.

“Os custos com logística aumentam de 10% a 12% com o uso de caminhões até o Porto de Santos. Estimamos um impacto de US$ 15 por tonelada para 2,5 milhões de toneladas prejudicadas até o mês de retorno que nos foi previsto”, disse ao DCI o diretor executivo do Pró-Logística, Edeon Vaz Ferreira.

Em nota, o Departamento Hidroviário do Estado de São Paulo (DH) afirma que, desde fevereiro, a movimentação na Tietê-Paraná está restrita, com direcionamento da água para geração de energia em detrimento da navegação.

A interrupção só ocorreu, de fato, em 30 de maio, quando o calado (distância entre a quilha do navio e a linha de flutuação da água) foi reduzido para um metro no Canal de Nova Avanhandava.

“O DH mantém entendimentos com o Operador Nacional do Sistema Elétrico [ONS], Agência Nacional de Águas [ANA] e Daee [Departamento de Águas e Energia Elétrica] com objetivo de encontrar uma solução para que a navegação seja restabelecida o mais urgente possível. Caso isso não aconteça, a soja terá que ser transportada pela rodovia, por caminhões”, diz a nota.

Ferreira conta que o Movimento Pró-Logística está em uma ação conjunta com o Ministério dos Transportes e já participou de reuniões com a ANA a fim de solucionar a situação.

“O ministério [dos Transportes] ainda não nos deu nenhuma perspectiva de solução. Nossa maior preocupação não é o valor acrescido no frete, mas o conflito desnecessário gerado entre os setores, visto que ainda pretendemos fazer mais hidrovias e precisaremos de ações conjuntas”, enfatiza Ferreira.

Por outro lado, o diretor-geral do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), Hermes Chipp, diz que, historicamente, o setor elétrico proporcionou margem dos reservatórios para outros usos além da geração energética, como navegação, captação de água para irrigação e questões ambientais. “A partir do momento em que se trabalha com escassez hídrica, cria-se um problema para estes outros setores e eles precisam resolver seus problemas sem que o consumidor final [de energia] saia prejudicado”, retruca Chipp.

Entenda

O calado mínimo exigido para a navegação é de 2,20 metros, abaixo disso a operação dos comboios fica prejudicada.

No dia 9 de maio, o calado da hidrovia passou para dois metros com ondas de vazão (manobra em que se turbina a geração de energia em Nova Avanhandava para aumentar o nível do rio e auxiliar na passagem do comboio pela eclusa – degrau para navios). Com isso apenas sete das 21 embarcações que utilizam a hidrovia neste trecho de longo percurso conseguiam passar pelo ponto crítico, localizado entre a usina de Três irmãos e Nova Avanhandava.

No dia 16 de maio, a Marinha determinou nova redução de calado, de dois metros para 1,70 metro com onda de vazão.

Mas, apesar da mudança, a operação das sete embarcações se manteve até dia 30 de maio, quando o calado foi reduzido para um metro, sem onda de vazão e a operação foi interrompida. Hoje o calado determinado pela Marinha é de 0,4 metros.

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