Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) R$ 69,29 / kg
Soja - Indicador PR R$ 155,18 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) R$ 161,89 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 7,86 / kg
Suíno - Estadual SP R$ 5,04 / kg
Suíno - Estadual MG R$ 5,26 / kg
Suíno - Estadual PR R$ 4,59 / kg
Suíno - Estadual SC R$ 4,71 / kg
Suíno - Estadual RS R$ 4,69 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 133,21 / cx
Ovo Branco - Regional Branco R$ 132,55 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 148,24 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho R$ 149,07 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) R$ 124,52 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) R$ 137,52 / cx
Frango - Indicador SP R$ 8,31 / kg
Frango - Indicador SP R$ 8,31 / kg
Trigo Atacado - Regional PR R$ 1.510,24 / t
Trigo Atacado - Regional RS R$ 1.400,50 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho R$ 156,97 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) R$ 127,22 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) R$ 141,41 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) R$ 154,50 / cx
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Sanidade

Avicultores e Serviços de Vigilância precisam trabalhar na prevenção da Influenza Aviária

De acordo com o assessor técnico da Comissão Nacional de Aves e Suínos da CNA, Victor Ayres, são dois fatores que contribuem para essa situação: falta de compreensão de todo o setor sobre a magnitude do problema e dificuldade dos avicultores para a implantação das medidas, seja por dificuldade de acesso ao crédito, seja por imposições da norma inexequíveis para algumas granjas.

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Avicultores e Serviços de Vigilância precisam trabalhar na prevenção da Influenza Aviária

 As medidas de biossegurança (normas utilizadas na prevenção da introdução no Brasil de Influenza Aviária e Newcastle) estabelecidas pela Instrução Normativa (IN) 56/2007 do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) não estão sendo realizadas em grande parte das granjas comerciais dos estados brasileiros. Essa é a preocupação do Grupo Técnico de Sanidade da Confederação de Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), que se reuniu, nesta quarta-feira (30/09), em Brasília.

De acordo com o assessor técnico da Comissão Nacional de Aves e Suínos da CNA, Victor Ayres, são dois fatores que contribuem para essa situação: falta de compreensão de todo o setor sobre a magnitude do problema e dificuldade dos avicultores para a implantação das medidas, seja por dificuldade de acesso ao crédito, seja por imposições da norma inexequíveis para algumas granjas. “A gripe aviária ainda não chegou ao Brasil. Mas o risco é eminente”, comentou. No entanto, reforçou o assessor técnico, caso o vírus chegue no país, o importante é não deixar atingir as aves de produção comercial. “É preciso aumentar ainda mais a vigilância das aves migratórias, modernizar as granjas defasadas e criar fundos indenizatórios para reforçar o plano de contingência criado pelo Mapa para o caso da introdução do vírus”, complementou.

Para a consultora em sanidade agropecuária da CNA, Tania Lyra, os avicultores brasileiros e o serviço de vigilância oficial estão em uma corrida contra o relógio. “Atualmente, a América do Sul é o único continente que o vírus da IA ainda não chegou. Contudo, a rota das aves migratórias que vêm do Norte do continente americano, a vasta fronteira com países que não levam questões sanitárias tão a sério, quanto o Brasil, e a presença natural das aves silvestres no meio ambiente tornam o risco eminente”, explicou.

A consultora acrescentou que a disseminação da doença nas granjas de produção comercial pode gerar uma pandemia com perdas irreversíveis da produção brasileira, barreiras sanitárias às nossas exportações e redução do consumo no mercado doméstico, por aversão do consumidor. “Dessa forma, por mais que o vírus chegue ao país via aves silvestres, a proteção das granjas, com medidas de biosseguridade consolidadas para impedir sua entrada na produção, certamente trará conforto e segurança para o mercado doméstico e internacional”, ressaltou Tania Lyra.

Para a consultora da CNA, é preciso seriedade no trabalho preventivo a ser realizado pelos avicultores para mitigar riscos às enfermidades, como a Influenza Aviária (IA) e Newcastle; além da importância das entidades e órgãos na elaboração de condições técnicas viáveis para que todos os avicultores tenham possibilidade de atender aos requisitos necessários de proteção.

Na reunião, algumas tarefas foram estabelecidas, tais como: as federações devem levantar a situação da defesa sanitária de seus estados quanto ao registro de granjas (preconizado pela IN 56/2007) e à vigilância que é realizada.  A CNA terá que formar uma agenda de trabalho junto à Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) para a realização de workshops e treinamentos para produtores, técnicos e veterinários oficiais nos estados; além de ações para a promoção de fundos indenizatórios e para dar agilidade e acessibilidade a linhas de crédito de inovação, como o Inovagro.

Participaram do encontro representantes das federações de agricultura e pecuária estaduais, do Mapa e da ABPA, entidade representativa da indústria de frango. A reunião faz parte do Grupo Técnico de Sanidade, criado pela CNA, que reúne sanitaristas e médicos veterinários vinculados às federações.

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