Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) ↓ R$ 65,59 / kg
Soja - Indicador PR ↓ R$ 147,98 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) ↓ R$ 154,15 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 9,99 / kg
Suíno - Estadual SP ↑ R$ 6,63 / kg
Suíno - Estadual MG ↑ R$ 6,95 / kg
Suíno - Estadual PR ↑ R$ 5,89 / kg
Suíno - Estadual SC ↑ R$ 5,82 / kg
Suíno - Estadual RS ↑ R$ 5,75 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 141,38 / cx
Ovo Branco - Regional Branco ↓ R$ 143,61 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) ↓ R$ 152,24 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↓ R$ 159,48 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) ↑ R$ 132,32 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) ↓ R$ 145,00 / cx
Frango - Indicador SP ↑ R$ 8,39 / kg
Frango - Indicador SP ↑ R$ 8,41 / kg
Trigo Atacado - Regional PR ↓ R$ 1.561,58 / t
Trigo Atacado - Regional RS ↑ R$ 1.472,69 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↑ R$ 157,24 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) ↑ R$ 136,70 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) ↓ R$ 144,93 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) ↓ R$ 154,91 / cx
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Compostagem

Dejetos animais movimentam mais de R$ 85 milhões no Sudoeste do Paraná

Para o cálculo, são levantados todos os produtos da agricultura do Estado, desde as grandes produções como soja e milho até hortaliças, mel, galinha caipira e outros

O Sudoeste do Paraná atingiu mais de R$ 9,4 bilhões em seu Valor Bruto de Produção (VBP) em 2015, segundo o Departamento de Economia Rural (Deral) da Secretaria de Estado da Agricultura e Abastecimento. Para o cálculo, são levantados todos os produtos da agricultura do Estado, desde as grandes produções como soja e milho até hortaliças, mel, galinha caipira e outros. São aproximadamente 400 itens contabilizados. Os valores são utilizados pela Secretaria da Fazenda para compor a cesta de índices que forma o Fundo de Participação dos Municípios (FPM).

De toda a produção agrícola, quase 1% foi movimentado através da comercialização de dejetos animais. Utilizado para a produção de adubos e fertilizantes, o esterco de suínos, bovinos, poedeiras e as camas de aviários movimentaram mais de R$ 85,3 milhões em 2015. Dois Vizinhos, Francisco Beltrão e Enéas Marques, destaques na produção avícola, foram os municípios com maiores cifras através desses produtos. 

Conforme pesquisa da Embrapa, a cama de aviário é mais uma alternativa para a adubação orgânica e é uma ótima opção no cultivo de pastagens, grãos e fibras, pois aumenta a biomassa de pastagem, a capacidade de lotação do pasto e melhora a produtividade dos grãos.

A cama de frango e esterco animal podem ser utilizada na produção de uma extensa gama de lavouras, porém são necessários alguns cuidados. Antes da aplicação, deve ser realizada a análise do solo e também do material curtido, para verificar se é preciso o balanceamento com a adição de outros nutrientes. De acordo com a fase de desenvolvimento, as plantas possuem diferentes exigências, o que implica formulações distintas de adubos.

Retirada dos galpões, a cama de frango necessita passar pela compostagem. Sem isso, substâncias em altas concentrações no material podem danificar o plantio. As raízes das plantas são prejudicadas com a elevação da temperatura durante a fermentação da cama; solo e água ficam sujeitos à contaminação química; e proliferam moscas e agentes patogênicos, com sérios riscos ao meio ambiente.

Da elaboração de compostagem, que consiste na fermentação do material com a presença de ar (aeróbica) ou sem (anaeróbica), muitas substâncias podem ser geradas. No processo anaeróbico em biodigestores, são liberados gases, principalmente o metano, que é utilizado na geração de energia. Em regiões tradicionais de avicultura, o consumo desses gases é realizado para aquecimento das granjas e obtenção de eletricidade.

Sob a ação de micro-organismos aeróbicos, são disponibilizados nutrientes, cujo volume poderia ser elevado se a fabricação de adubo orgânico ocorresse em escala industrial. Com o processamento da cama de frango, visando à maior oferta de nutrientes, seria possível aumentar a industrialização de fertilizantes organominerais e, assim, reduzir a dependência do país da importação desses itens. Cerca de 60% dos componentes usados na fabricação de fertilizantes são importados em grande quantidade pelo Brasil.

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