Saiba como chuvas extremas podem afetar mais de 600 municípios. Acompanhe as previsões até o fim do verão e os perigos envolvidos
Chuvas extremas colocam mais de 600 municípios em alerta e devem persistir até o fim do verão

O excesso de chuva registrado nas últimas horas em Minas Gerais provocou um cenário de calamidade, com deslizamentos de terra, desabamentos de residências e mais de 20 mortes confirmadas nas cidades de Juiz de Fora e Ubá, além de desaparecidos e milhares de pessoas desabrigadas. O episódio, no entanto, não é isolado e faz parte de um padrão atmosférico que deve seguir atuando em grande parte do país nos próximos dias.
De acordo com o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), mais de 600 municípios brasileiros estão sob alerta de “grande perigo” entre esta terça-feira (24/2) e a sexta-feira (27/2). A previsão indica volumes extremos de precipitação, que podem ultrapassar 60 milímetros por hora ou 100 milímetros por dia, aumentando significativamente o risco de alagamentos, enxurradas e movimentos de massa.
Segundo o meteorologista Guilherme Borges, da FieldPRO, o cenário atual é resultado da passagem de uma frente fria pelo litoral do Sudeste no último fim de semana. O sistema permaneceu praticamente estacionado, favorecendo a canalização de umidade vinda da região central do país e criando condições ideais para a formação de nuvens do tipo cumulonimbus, associadas a chuvas intensas e tempestades severas.
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Embora o verão seja historicamente o período mais chuvoso do ano no Brasil, a intensidade e a frequência das precipitações estão acima da média em amplas áreas do Centro-Oeste e do Sudeste, impulsionadas por uma atmosfera extremamente úmida e temperaturas elevadas. Esse padrão deve se manter não apenas ao longo desta semana, mas também nas próximas, com possibilidade de persistir até o fim do verão, em 20 de março.
Os maiores acumulados previstos concentram-se na faixa centro-norte do país. Minas Gerais e Espírito Santo podem superar os 200 milímetros acumulados no período, enquanto áreas do Pará, Piauí, Pernambuco, Bahia, Goiás e do leste do Mato Grosso também devem registrar volumes elevados. No Sul, o oeste do Rio Grande do Sul aparece como principal área de atenção, embora com acumulados mais modestos em comparação às demais regiões.
Especialistas alertam que a redução mais consistente das chuvas só deve ocorrer com a transição para o outono, quando a atmosfera passa gradualmente a apresentar menor disponibilidade de umidade. Até lá, o risco de novos episódios extremos permanece elevado, exigindo atenção redobrada das autoridades e da população em áreas vulneráveis.



















