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Onda de calor no Centro-Sul mantém alerta máximo e eleva riscos para produção agropecuária

Entenda a onda de calor no Centro-Sul e como ela eleva os riscos para a produção agropecuária em diversas regiões

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Ondas de calor extremo ampliam riscos para a produção agropecuária global, alertam FAO e WMO

Parte do Centro-Sul do Brasil segue sob ազդեցo de uma intensa onda de calor, com previsão de persistência até pelo menos 1º de abril. As regiões mais afetadas concentram-se no Sul do país e no sul de Mato Grosso do Sul, onde as temperaturas permanecem mais de 5°C acima da média por vários dias consecutivos, caracterizando o fenômeno.

A condição climática está associada à atuação de uma bolha de calor posicionada entre o Paraguai e o norte da Argentina, que avançou sobre o território brasileiro, mantendo o predomínio de ar quente e seco. Esse cenário favorece a elevação contínua das temperaturas e reduz a ocorrência de chuvas, ampliando os impactos sobre o campo.

O Instituto Nacional de Meteorologia mantém alerta vermelho ativo para “grande perigo” relacionado à onda de calor, com indicação de risco à saúde humana. No Rio Grande do Sul, as áreas mais críticas incluem as regiões centro-ocidental, noroeste, sudoeste e sudeste, com destaque para zonas próximas à fronteira com o Paraguai e a Argentina, como Missões, Campanha e Fronteira Oeste.

Em Santa Catarina, o calor mais intenso se concentra na região oeste. No Paraná, as áreas sul e oeste também registram temperaturas elevadas. Já em Mato Grosso do Sul, o fenômeno atinge principalmente o sul e o oeste do estado, incluindo áreas próximas ao Pantanal.

A previsão indica manutenção do padrão climático até o início de abril, com predomínio de sol e persistência da massa de ar quente. Esse cenário acende um alerta para a agropecuária, especialmente para os sistemas intensivos de produção, como avicultura e suinocultura, que podem enfrentar desafios relacionados ao estresse térmico, queda de desempenho produtivo e aumento no consumo de água e energia.

Diante desse quadro, o monitoramento climático e a adoção de medidas de ambiência tornam-se estratégicos para mitigar impactos e preservar o desempenho zootécnico nas granjas.

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