Para o FMI, afastar o fantasma da recessão mundial ficou mais difícil, o que significa redução de consumo e menos comércio internacional.
Europa, Japão e EUA injetam US$ 120 bi na economia
Da Redação 13/09/01 – Numa tentativa de afastar o fantasma da recessão mundial, que já assombrava a economia antes mesmo do ataque terrorista aos EUA, Europa, Japão e EUA inundaram ontem os mercados com US$ 120 bilhões – novimento financeiro cerca de dez vezes superior ao de um dia normal.
Ontem, a Bolsa de Frankfurt subiu 1,44%, Paris, +1,34%, e Londres, alta de 2,87%, revertendo em parte a queda simultânea verificada na terça-feira. As bolsas de valores norte-americanas só abrem amanhã ou na segunda-feira. Em São Paulo, a Bovespa teve alta de 2,63%.
Para o FMI (Fundo Monetário Internacional), a recuperação da economia mundial ficou mais difícil. Membros do organismo internacional declararam à imprensa que o ataque terrorista torna muito mais difícil a volta do consumo.
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Há elementos para se fazer essa análise. O esforço brasileiro para aumentar as exportações, por exemplo, pode ser comprometido. O governo brasileiro já espera aumento da retração de investimentos internacionais no País, bem como redução do trânsito de mercadorias provocada pelo medo do terrorismo. Tudo isso deve reduzir a importância de mecanismos multilaterais de comércio, como o Mercosul, Alca etc.
O cenário internacional seria semelhante ao verificado durante a Guerra do Golfo, em 1991. A Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte) já sinalizou inclusive para uma mobilização mundial semelhante a que permitiu as potências internacionais iniciarem aquele conflito. O secretário de Estado dos EUA, Colin Powell, afirmou que os EUA já estão em guerra – embora ainda desconheçam o inimigo.
No Brasil, o dólar comercial fechou ontem em alta de 0,82%, em R$ 2,68, avançando 37,54% no ano.





















