Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) ↑ R$ 66,77 / kg
Soja - Indicador PR ↓ R$ 152,10 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) ↓ R$ 158,52 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 9,67 / kg
Suíno - Estadual SP ↓ R$ 6,43 / kg
Suíno - Estadual MG ↓ R$ 6,47 / kg
Suíno - Estadual PR ↓ R$ 5,42 / kg
Suíno - Estadual SC ↓ R$ 5,60 / kg
Suíno - Estadual RS ↓ R$ 5,64 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 138,26 / cx
Ovo Branco - Regional Branco ↓ R$ 139,81 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) ↓ R$ 153,88 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↓ R$ 155,16 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) ↑ R$ 129,19 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) ↑ R$ 144,05 / cx
Frango - Indicador SP ↑ R$ 8,09 / kg
Frango - Indicador SP ↑ R$ 8,10 / kg
Trigo Atacado - Regional PR ↑ R$ 1.572,66 / t
Trigo Atacado - Regional RS ↓ R$ 1.454,93 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↓ R$ 158,58 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) ↓ R$ 133,76 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) ↑ R$ 142,65 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) ↑ R$ 153,79 / cx

Estratégia para conquistar a União Européia

Exportadores brasileiros de carne suína têm planejamento para enfrentar o protecionismo europeu.

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Redação SI 12/11/2002 – Os produtores e exportadores brasileiros de carne suína, que já conseguiram conquistar o mercado russo com um plano estratégico implantado em 2001 pela Associação Brasileira de Produtores e Exportadores de Carne Suína (Abipecs), em parceria com a Agência de Promoção para Exportação (Apex), tratam agora de buscar novos mercados, com destaque para a União Européia. O setor tem um planejamento estratégico bem delineado para enfrentar o protecionismo europeu e deve levar sugestões ao governo brasileiro dentro dos próximos dias, explica Cláudio Martins, diretor executivo da Abipecs.

Por pressão dos exportadores brasileiros, a União Européia enviou este ano uma missão veterinária para avaliar as condições de qualidade e sanidade da suinocultura nacional. “Eles fizeram uma série de exigências e recomendações”, diz o diretor da Abipecs, “e com base nisso queremos fazer o dever de casa junto com o governo para que a missão européia possa voltar já no primeiro semestre do próximo ano e encontrar tudo conforme suas recomendações”.

A partir de agora, pulverizar exportações é a palavra de ordem, diz o dirigente, que é também vice-presidente executivo da Associação Brasileira dos Exportadores de Frango (Abef). No caso da carne suína, a conquista da União Européia é mais importante por suas características de mercado avalizador de qualidade do que pela quantidade de importações. Para isso, será preciso driblar a inevitável barreira de protecionismo dos europeus, que já vêm lutando contra a expansão das vendas de frango brasileiro em seu mercado, por meio de uma série de barreiras sanitárias. “Os europeus sofrem de ineficiência produtiva e ficam incomodados com o nosso avanço no mercado de frango. É inevitável que comecem a criar barreiras também para a carne suína”, observa o diretor da Abipecs.

A indústria brasileira de carne suína, que prevê para este ano um crescimento de 60% nas exportações em relação ao ano passado, devendo fechar 2002 com uma receita de US$ 500 milhões, trabalha também para atingir o mercado do Japão no final de 2003, e, antes disso, chegar às Filipinas, China, Japão, África do Sul, México e Chile, segundo a Abipecs.

Rússia – O programa de acesso a novos mercados desenvolvido pela Abipecs conseguiu atingir com particular eficiência o mercado russo, que neste ano já deve absorver quase 80% das exportações brasileiras de carne suína, e rendeu à entidade o prêmio de destaque concedido em 2002 pela Agência de Promoção à Exportação (Apex). A estratégia de vendas brasileiras para a Rússia permitiu um crescimento vertiginoso do setor naquele país, saindo praticamente do zero no início de 2001 para atingir uma receita cambial de US$ 206 milhões gerada por aquele mercado no final do ano.

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